Desde 2015 que o número de funcionários públicos a passar à reforma em Portugal não era tão elevado. Apesar de serem ainda provisórios e de continuarem em falta as aposentações de dezembro, os dados, revelados mensalmente pela Direção-Geral do Orçamento e entretanto coligidos pelo Diário de Notícias, apontam para que em 2020 se tenha atingido o número mais elevado de beneficiários da Caixa Geral de Aposentações desde 2015 — ano em que passaram à reforma 14.375 profissionais do Estado.

Em 2020, só até ao final de novembro, foram pelo menos 14.537 os funcionários públicos que passaram à reforma (em 2019, ao longo do mesmo período, aposentaram-se 11.025 trabalhadores do Estado, o que corresponde a um aumento de 32%).

Os professores ou educadores de infância eram a maior parte: 1.653, um número que, também de acordo com o DN, é o mais elevado dos últimos sete anos, ultrapassou as previsões do Governo para o setor e não deverá abrandar nos próximos anos, já que a idade média dos docentes está estacionada nos 49 anos.

No que diz respeito aos valores médios das novas reformas, ainda com base nas informações disponibilizadas pela Direção-Geral do Orçamento, o jornal dá conta de uma subida de 105% em novembro, para uma média de 1.563 euros/mês, e explica que o aumento, desde os 764 euros mensais, pode dever-se ao facto de os novos aposentados terem origem em categorias profissionais mais elevadas, com vencimentos equiparados — como são os casos de professores, médicos e enfermeiros.