O confinamento geral de resposta ao aumento do número de novos casos deverá durar um mês, disse o primeiro-ministro, após a reunião no Infarmed. Quanto ao encerramento das escolas, António Costa adiantou que há um consenso dos especialistas em não fechar os estabelecimentos de ensino para os alunos até aos 12 anos. A dúvida está nos estudantes mais velhos.

A “grande divergência” entre especialistas e que “exige ponderação entre as partes”, segundo António Costa, tem a ver com o funcionamento das escolas. Se, por um lado, “está fora de causa interromper atividades de avaliação que se encontram em curso no Ensino Superior” e há convergência em manter as escolas abertas para crianças até aos 12 anos, por outro lado, “a dúvida está nas faixas intermédias“.

Uma vez que não há consenso, “o decisor político não vai poder tomar a decisão com base no que disseram os especialistas” e, por isso, o Governo vai ouvir diretores de escolas e associações de pais. Até agora o primeiro-ministro tinha sempre falado na manutenção das escolas, sem nunca detalhar que graus de ensino concretos se mantinham abertos.

Sobre o confinamento geral que está a ser preparado pelo Governo, António Costa disse que será semelhante ao de março e terá a duração de um mês, uma vez que as medidas demoram duas a três semanas a produzir efeitos positivos.

Quanto ao aumento do número de novas infeções, António Costa disse que a “perceção do risco tem vindo a diminuir”, assim como o uso da máscara, e alerta que “todas as medidas de prevenção são uma arma imprescindível”.

“Estamos a viver um período de risco particular”, devido ao frio e à altura do ano onde há o pico do vírus de gripe, além da nova estirpe britânica. “Isto implica cautela”, atira. Quanto à economia, Costa diz que “acima de tudo está a vida das pessoas, por isso não podemos hesitar”. E frisa que o Governo tem de dar “apoio ao rendimento das famílias, proteger o emprego e as empresas”.