Duas mulheres ficaram gravemente feridas com queimaduras, em Cártama, Málaga, esta terça-feira, depois de terem sido pulverizadas com um líquido, aparentemente ácido, segundo fontes ligadas à investigação.

Segundo a Guardia Civil, o companheiro de uma das mulheres, com antecedentes de agressão, é suspeito e está a ser procurado.

Uma das vítimas encontra-se em estado muito grave, com queimaduras em mais de 70% do corpo, 45% das quais muito profundas, adiantou à agência EFE fonte do Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha. A outra mulher encontra-se internada no Hospital Regional de Málaga.

Uma testemunha alertou as autoridades às 14h05 que uma pessoa tinha atacado, a partir de um carro, com algum tipo de ácido, duas mulheres, que estavam dentro de uma outra viatura na rua Cristobal Toral. Quando foram atacadas, as duas mulheres saíram do carro e o automóvel avançou sem controlo até embater num candeeiro urbano, enquanto o agressor fugiu, adiantaram fontes municipais.

A Guardia Civil procura um homem de 26 anos, companheiro de uma das vítimas, com um historial de agressões e que tem também uma ordem de restrição contra outra mulher, de acordo com fontes ligadas à investigação.

Uma das testemunhas, Anabel Rueda, que acorreu para prestar auxílio, contou aos jornalistas ter encontrado as mulheres no chão e que uma delas se queixava de ter “muitas dores e muito frio”, uma vez que o líquido em causa lhe desfez a roupa. A testemunha acrescentou que a rapariga lhe transmitiu que não eram da localidade e que conhecia o agressor, porque ele era ou tinha sido seu parceiro durante seis meses.

O centro de coordenação de emergência alertou os serviços de saúde — que mobilizaram um helicóptero para socorrer as vítimas — e a Guardia Civil, que se encarregou da investigação do caso.

A autarquia de Cártama manifestou, em comunicado, a sua “firme e vigorosa condenação” ao que considerou ser um caso de violência de género, transmitiu a sua “solidariedade” às mulheres e suas famílias e expressou o desejo de uma “rápida recuperação”. Para quarta-feira, às 12h00, está marcada uma vigília, à porta da Câmara Municipal e do Gabinete do presidente da autarquia, para expressar a “repulsa e indignação perante os acontecimentos e mostrar o apoio às vítimas e às suas famílias”.