O Governo pretende investir um total de 12,3 milhões de euros na melhoria das condições de edifícios do hospital da Guarda e do Centro de Saúde de Seia, anunciou esta segunda-feira a ministra da Coesão Territorial.

Segundo Ana Abrunhosa, no Parque da Saúde da Guarda, onde está instalado o Hospital Sousa Martins, estão previstos investimentos no valor global de 11 milhões de euros e, em Seia, na requalificação do Centro de Saúde, 1,3 milhões de euros.

A ministra visitou esta segunda-feira o Centro de Saúde de Seia e esteve no hospital da Guarda, onde participou numa reunião de trabalho com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS), que serviu para perceber “as várias necessidades” locais, para que dois projetos sejam candidatados ao Programa Operacional Regional do Centro, tendo em conta que verbas remanescentes foram alocadas à Saúde.

No final dos trabalhos, em declarações aos jornalistas, Ana Abrunhosa disse que o Parque da Saúde da Guarda tem carências e diferenças “muito grandes”: “Tem um edifício do mais moderno que temos no nosso país, mas também tem um edifício onde se prestam cuidados de saúde, que é conhecido como ‘comboio’, a precisar de intervenções urgentes”. Adiantou que no Programa Operacional Regional há verbas para a área da Saúde que podem, “a breve prazo”, ajudar a “fazer obras que são urgentes”, quer no edifício do ‘comboio’, quer no antigo edifício da ARS (onde está a sede da ULS), ao nível da cobertura e das fachadas. As verbas estão disponíveis e “não é por falta de fundos que não se farão as obras mais urgentes”, admitiu, indicando que “já há projeto” para a execução das mesmas. Segundo a ministra, “a correr tudo bem”, poderá haver obras no início de 2022, o que seria “uma excelente notícia para a Guarda”.

Para além destas duas intervenções, indicou que está prevista outra empreitada relacionada com o edifício do ‘pavilhão 5’, onde funcionaram as urgências do Hospital Sousa Martins até à abertura do novo bloco, em 2014, que “terá financiamento através do Orçamento do Estado”, para instalação do Departamento da Saúde da Criança e da Mulher”. Em relação ao Centro de Saúde de Seia, explicou que vão ser realizadas obras de requalificação do edifício, que custam 1,3 milhões de euros.

A área da saúde é, e tem que ser, uma área prioritária de investimento no nosso país. Tem que ser, e é, uma área prioritária de aplicação de fundos comunitários”, afirmou Ana Abrunhosa.

No encontro de segunda-feira, também foi abordada a requalificação de edifícios emblemáticos do Parque da Saúde da Guarda – pavilhões Rainha Dona Amélia e António de Lencastre -, “que só terão possibilidade de financiamento no próximo quadro comunitário”, segundo a governante.

O presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, João Barranca, disse aos jornalistas que a equipa que lidera não irá “perder tempo” na concretização das obras previstas para o Parque da Saúde. O responsável adiantou, ainda, que no pavilhão Rainha Dona Amélia deverá ser instalado um Centro de Investigação e Ensino, enquanto o pavilhão António de Lencastre poderá ser requalificado para acolher a Unidade de Saúde Familiar (USF), que funciona atualmente em instalações arrendadas.