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Rúben Neves continua a marcar golos: mas não tem a ajuda dos amigos. E o Wolves não consegue ganhar

Podence, Jiménez, Otto, Traoré e Dendoncker estão lesionados. Jota foi embora. Rúben Neves continua a marcar golos: mas tem saudades dos amigos e o Wolves voltou a perder, agora com o Everton (1-2).

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O internacional português marcou o único golo da equipa de Nuno Espírito Santo, ainda na primeira parte

PA Images via Getty Images

O internacional português marcou o único golo da equipa de Nuno Espírito Santo, ainda na primeira parte

PA Images via Getty Images

Tem sido o grande receio de todas as ligas europeias. O novo confinamento geral, já implementado em alguns países e à beira de se tornar uma realidade noutros, como é o caso de Portugal, ameaça obviamente a continuidade do futebol e dos campeonatos. Em março, quando o mundo parou, também o futebol foi interrompido. Agora, enquanto praticamente todas as equipas têm baixas todas as semanas devido aos jogadores que testam positivo, as ligas acreditam que têm capacidade de prevenção e reação para manter a atividade.

É assim em Portugal, onde Pedro Proença já disse ter a “firme convicção” de que o futebol não vai parar, e é assim em Inglaterra, onde a Premier League tem registado novos máximos de testes positivos a cada semana que passa mas mantém a vontade de não interromper a competição. De forma natural, o assunto tem sido colocado em cima da mesa em todas as conferências de imprensa de antevisão — e Nuno Espírito Santo, esta semana, não foi exceção. Questionado sobre o tema antes do jogo com o Wolves, o treinador português apresentou uma nova linha de pensamento e levantou receios sobre o futuro da Premier League caso o campeonato inglês seja novamente interrompido.

“O vírus é algo que não conhecíamos por isso existiram muitas dúvidas. Agora, depois da retoma, acho que toda a gente fez um grande esforço e existem protocolos, reuniões, decisões. Foi-nos garantido que, acontecesse o que acontecesse, íamos a jogo porque só precisamos de 14 jogadores para jogar. Agora as coisas mudaram e estamos a começar a pensar em parar outra vez”, começou por dizer o técnico, recordando as partidas recentes que acabaram adiadas devido a surtos de Covid-19 no Manchester City e no Fulham, por exemplo. “Não sei com certezas aquilo que é melhor mas acho, e tenho receio, de que a decisão seja no sentido de parar o futebol. Esse é o meu maior receio. O calendário vai enlouquecer. Vai ser impossível acabar o campeonato”, defendeu Nuno Espírito Santo, que partiu depois para uma opinião mais pessoal.

“O que sinto é que, se pararmos, tudo vai mudar. A Super League vai aparecer, provavelmente, assim como outras competições para ajudar os clubes a sobreviver. Basicamente, a minha opinião está baseada na economia dos clubes, na ideia de que é possível sentir outras competições a emergir porque a indústria precisa de encontrar maneiras de sobreviver e avançar. Tendo em conta aquilo que temos agora, e numa comparação rápida com o que está a acontecer com a economia, se temos uma crise, os fortes vão sobreviver, mas e o resto? O que está a acontecer agora vai ter um efeito no futuro, toda a gente tem noção disso”, acrescentou o técnico português, sublinhando a forte possibilidade de a Superliga Europeia, um fantasma que tem aparecido periodicamente nos últimos anos, tornar-se realidade para responder às dificuldades financeiras dos clubes.

Era neste contexto que o Wolverhampton recebia esta terça-feira o Everton, num jogo a contar para a Premier League e depois de a equipa de Nuno Espírito Santo ter afastado o Crystal Palace na terceira ronda da Taça de Inglaterra durante o fim de semana. Afundado na segunda metade da tabela mas a sete pontos do quarto lugar, que era precisamente do Everton, a equipa mais portuguesa de Inglaterra continuava sem poder contar com Raúl Jiménez e tinha ainda Podence, Adama Traoré, Jonny Otto e Dendoncker lesionados. Assim, entrava em campo com Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Neves, João Moutinho, Pedro Neto e Fábio Silva, sendo que Vitinha estava no banco. Do outro lado, Carlo Ancelotti não tinha Calvert-Lewin, o melhor marcador da equipa, devido a uma lesão, e apostava em Sigurdsson e James Rodríguez no ataque, com André Gomes a começar na condição de suplente.

O Everton começou o jogo praticamente a ganhar, com Iwobi a rematar à entrada da grande área depois de uma assistência de Digne, que respondeu da melhor maneira a uma abertura de James da direita para a esquerda (6′). O Wolves, porém, não precisou nem de dez minutos para responder. Aït-Nouri entrou na área com a bola controlada, na sequência de um pontapé de canto do lado contrário, e cruzou tenso para Rúben Neves, que apareceu ao segundo poste para marcar pelo segundo jogo consecutivo (14′). Até ao fim da primeira parte, Fábio Silva ainda viu Pickford negar-lhe o golo com uma boa defesa (17′) e Iwobi desperdiçou uma grande oportunidade depois de combinar com James (20′) mas as duas equipas não voltaram a agitar o marcador.

Na segunda parte, o jogo caiu em intensidade e ritmo, André Gomes entrou no Everton e Vitinha no Wolves e acabou por ser a equipa de Carlo Ancelotti a marcar o golo da vitória — sem ser necessariamente melhor mas por ser o conjunto mais constante, principalmente no que toca à qualidade individual e coletiva. André Gomes cruzou, depois de resgatar a bola na sequência de um canto, e Michael Keane subiu mais alto do que a oposição para cabecear para o segundo golo dos toffees (77′).

O Wolves chegou à quinta jornada consecutiva sem conseguir ganhar e está cada vez mais enterrado nos lugares imediatamente a seguir à linha de água da Premier League. Quanto ao Everton, venceu, igualou pontualmente o Leicester e está agora a um ponto do Liverpool, que é segundo, e a quatro do Manchester United, que está no topo da classificação. A equipa de Nuno Espírito Santo está a atravessar uma temporada difícil, marcada por muitas ausências por lesão e pela fulcral saída de Diogo Jota, e ainda não conseguiu encontrar o antídoto para uma fase negativa.

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