Marcelo Rebelo de Sousa esteve ao telefone com Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, e conversaram sobre Ihor Homeniuk, o cidadão ucraniano que foi morto enquanto estava detido nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa.

Uma nota publicada no site da Presidência da República relata que o líder ucraniano agradeceu ao Presidente da República pela “justa compensação e preocupação perante os parentes do falecido”. Volodymyr Zelenskyy apelou a uma “investigação completa e imparcial” sobre as circunstâncias que levaram à morte de Ihor Homeniuk em março de 2020.

O telefonema também foi marcado pelo tema da distribuição solidária da vacina certificada contra a Covid-19. Foi Volodymyr Zelenskyy quem levantou a questão, notando que ficaria “grato pela ajuda no fornecimento das primeiras vacinas COVAX em janeiro-fevereiro” na Ucrânia num futuro próximo.

O presidente ucraniano repetiu o convite para que Marcelo Rebelo de Sousa visite a Ucrânia. Em contrapartida, o Presidente da República convidou o presidente ucraniano para visitar Portugal durante a presidência portuguesa da União Europeia ,no primeiro semestre de 2021.

Portugal e Ucrânia querem intensificação de cooperação comercial e económica

Os dois chefes de Estado conversaram sobre uma intensificação de cooperação comercial e económica entre Portugal e Ucrânia. Os dois chefes de Estado concordaram com a realização de uma nova reunião — a terceira — da Comissão Intergovernamental de Cooperação Económica, a acontecer “o mais rápido possível”.

Volodymyr Zelenskyy felicitou o homólogo português pela presidência do Conselho da União Europeia e sublinhou que a Ucrânia também conta com a colaboração e apoio de Portugal na implementação dos acordos da 22.ª Cimeira Ucrânia-UE.

Os interlocutores discutiram ainda uma maior colaboração na integração da Ucrânia na Aliança do Atlântico Norte.  “A aproximação, passo a passo, da Ucrânia à OTAN no caminho até à adesão plena à Aliança é uma garantia da segurança da Ucrânia”, disse o presidente daquele país.

Estamos gratos por apoiar a decisão de reconhecer a Ucrânia como um parceiro com capacidades reforçadas. Com este novo estatuto, a Ucrânia espera expandir a cooperação prática com a OTAN. Queremos estar mais ativamente envolvidos no fortalecimento prático da segurança euro-atlântica. A obtenção de um plano de ação para a adesão da Ucrânia à OTAN é o nosso objetivo estratégico”, acrescentou.