Eduardo Ferro Rodrigues considera que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) devia ter um papel mais ativo no apelo à participação nas eleições de 24 de janeiro.

Em entrevista ao podcast “Política Com Palavra”, do Partido Socialista, o Presidente da Assembleia da República (PR) classificou que “o apelo geral para a votação e mobilização para as presidenciais” tem sido “muito fraco” e que “devia ser mais forte”. “E aí, a Comissão Nacional de Eleições devia ter um papel muito ativo, um papel de promoção das eleições bastante mais forte do que tem tido até agora”, criticou.

Ferro Rodrigues lembrou ainda “a obrigação cívica e democrática” de todos os partidos, incluindo daqueles que não têm um candidato próprio, de “promover a ida às urnas no dia 24 de janeiro”.

O Presidente da AR admitiu ser muito difícil que a adesão às urnas seja “muito, muito grande”, mas mostrou-se esperançoso de que “seja uma votação ao nível do que aconteceu nas últimas eleições”. Sobre uma eventual alteração da data das presidenciais, como foi sugerido por Ana Gomes, Ferro explicou que, para isso, “teria de haver uma mudança na a Constituição e as mudanças na Constituição não podem ser feitas em 15 dias. Essa história de fazer uma mudança em 48 horas é qualquer coisa que não me entra na cabeça”.

Ferro Rodrigues lembrou também que “o senhor Presidente da República falou com os diversos partidos e grupos parlamentares, colocando a questão [do adiamento das presidenciais], quando já se temia que houvesse um agravamento da pandemia, e ninguém propôs que houvesse uma alteração da data”.