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Já quase parece tempo de campanha eleitoral para os lados de Marisa Matias. Depois de um arranque frio, seguido de um dia em pausa, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda teve dois dias bem agitados, primeiro com uma viagem à Madeira e aos Açores em menos de 24 horas e, esta sexta-feira, com a visita a uma associação, às moradores da Rua das Lageres e ainda duas entrevistas. É a consagração do prometido: estar na rua, ao lado das pessoas porque o distanciamento é físico e não social. Começa cedo a caminhada para tocar a todas as portas, ou melhor, a todas as lutas. Já há um ‘check’ nos cuidadores informais, no ambiente, na violência doméstica e hoje levantaram-se as bandeiras da pobreza e da habitação.

Apesar das iniciativas, a mais alta bandeira do dia viria a ser o combate à extrema-direita, num ringue onde couberam um coelho e um batom vermelho. Mais uma vez, é caso para dizer que já parece campanha eleitoral, desta vez porque Marisa conseguiu aproveitar dois momentos inesperados e insólitos para sair por cima de uma situação criada por André Ventura que, na quarta-feira, disse que a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda “não está tão bem em termos de imagem” e “pinta os lábios como se fosse uma coisa de brincar”.

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