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Cinco golos, duas reviravoltas, um herói: Fábio estreia-se a marcar no dérbi mas Matheus Pereira dá vitória ao WBA frente ao Wolves

Fábio Silva estreou-se no dérbi do Black Country com o primeiro golo no Molineux mas o ex-Sporting Matheus Pereira foi a figura com um bis ao ex-companheiro Rui Patrício que deu vitória ao WBA (2-3).

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Matheus Pereira, que a meio da semana falhara um penálti decisivo no desempate para a Taça de Inglaterra, não falhou duas vezes perante Rui Patrício

Matheus Pereira, que a meio da semana falhara um penálti decisivo no desempate para a Taça de Inglaterra, não falhou duas vezes perante Rui Patrício

Adaptação dos reforços, ausências de jogadores chave, a grave lesão de Raúl Jiménez. São várias as razões para a temporada mais irregular do Wolverhampton na Premier League, que partia 19.ª jornada, a última da primeira volta, num 14.º lugar com uma distância confortável em relação à linha de descida mas já com um fosso de oito pontos em relação à sexta posição pela qual lutou na última época até à última jornada. Foi neste contexto que surgiu esta semana na imprensa inglesa uma notícia que dava conta da possibilidade de Nuno Espírito Santo deixar o clube, a ponto de Jorge Mendes, agente do treinador, estar à procura de novos destinos para o técnico.

De acordo com essas informações, a Premier League seria a prioridade do português, com o Arsenal a surgir como uma possibilidade numa hipótese que abrandou depois dos recentes resultados de Mikel Arteta que conseguiram disfarçar a crise que os gunners vivem na presente temporada. Seguia-se, como plano B, a Liga espanhola, por onde passou quando comandou o Valencia. Não sendo uma urgência, até por se sentir bem no Wolves, Nuno está à procura de outros voos. E como os mesmos não serão possíveis a breve prazo dentro dos objetivos traçados, o foco estava concentrado na melhoria do conjunto do Molineux, que não ganhara nos últimos cinco jogos entre dois empates e três derrotas e que tinha como último triunfo a vitória com o Chelsea a meio de dezembro.

Era neste contexto que chegava o dérbi com o WBA de Sam Allardyce, veterano técnico inglês que quando era mais novo torcia pelo Wolverhampton. Agora, até pela situação complicada na classificação na penúltima posição a seis pontos da permanência, não havia margem para saudosismos, sendo um dérbi fundamental para ambas as equipas e com seis portugueses em campo de início: Rui Patrício, Nelson Semedo, João Moutinho, Rúben Neves, Pedro Neto e Fábio Silva (Podence está lesionado, Vitinha começou no banco). E seria o último a ter um dos principais papéis de protagonista, marcando pela primeira vez no Molineux naquele que foi também o seu primeiro golo de bola corrida na Premier League, depois do penálti marcado fora ao Burnley. No entanto, foi o WBA a sorrir no final e com outro nome conhecido em destaque: Matheus Pereira, luso-brasileiro formado no Sporting que se transferiu a título definitivo após uma grande época no Championship e que bisou de penálti.

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Boly foi um das novidades no onze inicial, regressando ao eixo central após lesão e levando Saïss para a esquerda da defesa (a outra foi a troca de Gibbs-White por Adama Traoré), mas acabou por dar nas vistas pelas piores razões, cometendo logo a abrir uma grande penalidade que permitiu a Matheus Pereira inaugurar o marcador logo aos oito minutos premiando a entrada forte do WBA com linhas de pressão mais altas que foram condicionando por completo a construção do Wolves. Dendoncker e Adama Traoré ainda foram tentando de meia distância mas a melhor oportunidade seria mais uma vez para os visitantes, com Patrício a travar por instinto um toque ao segundo poste de Callum Robinson. No entanto, a maior pressão e o domínio completo na posse daria frutos ainda antes do intervalo, com o Wolverhampton a voltar a fazer a diferença de bola parada.

[Clique nas imagens para ver os golos do Wolverhampton-WBA em vídeo]

Numa insistência na direita de Saïss, após livre lateral na esquerda do ataque batido por Pedro Neto, Fábio Silva ganhou posição, contou com um toque precioso de Boly e, quando sem espaço, rematou cruzado sem hipóteses para David Button (38′); apenas cinco minutos depois, mais uma vez na sequência de um lance de estratégia de canto com alguns ressaltos à mistura, o mesmo Boly foi mais rápido na área e encostou para o 2-1, redimindo-se da entrada em falso que teve no encontro com uma grande penalidade que levantou dúvidas pelo local da falta mas não pela infração. O Wolverhamtpon conseguia a reviravolta no dérbi do Black Country, que já não se realizava há nove anos e que tinha três golos e outras tantas oportunidades de perigo apenas em 45 minutos.

A expressão feliz de Fábio Silva enquanto ia para o balneário dizia tudo não só sobre o resultado mas também sobre a importância de marcar pela primeira vez no seu estádio, algo que se percebia ser muito importante nesta fase da época inicial no estrangeiro com apenas 18 anos. Contudo, e em menos de cinco minutos, o WBA conseguiu mais uma reviravolta no marcador e de novo com dois lances de bola parada: primeiro foi Semi Ajayi, que já tinha estado em foco frente ao Liverpool esta temporada, a marcar de cabeça na sequência de um lançamento lateral com primeiro desvio de Bartley (52′); depois foi Matheus Pereira a bisar de grande penalidade, desta vez numa falta cometida por Coady que permitiu ao luso-brasileiro enganar de novo o ex-companheiro Rui Patrício, com quem se cruzou em Alvalade depois de ter feito toda a formação em Alcochete e sair a título definitivo (56′).

Nuno Espírito Santo trocou primeiro Rúben Neves por Gibbs-White, abdicou depois de Coady para lançar Aït-Nouri e fazer uma linha de três com Nelson Semedo ao lado de Boly e Saïss mas os minutos passavam e o WBA ia segurando a vantagem que poderia dar a primeira vitória fora na Premier League. Boly, na sequência de canto, e Fábio Silva, num remate de fora da área que passou perto do poste de Button, foram tentando pelo menos chegar ao empate mas o 3-2 seria mesmo o resultado final, apesar de mais uma boa oportunidade de Crutone.

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