Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) estima que o número de internados por Covid-19 aumente 63% face à realidade atual no espaço de apenas uma semana. De acordo com a previsão citada pelo jornal Público, já na próxima sexta-feira, de 22 de janeiro, 7.449 pessoas poderão estar nas enfermarias e em unidades de cuidados intensivos do país, um número inédito de internamentos.

A APAH traçou dois cenários tendo por base a atual situação que se vive no país, sendo este o menos otimista. Esta sexta-feira, o país registou 10.663 novos casos de infeção — foi o segundo pior dia da epidemia em Portugal, a seguir aos 10.698 de quarta-feira; foi ainda o terceiro dia consecutivo acima dos 10.500 casos.

A 15 de janeiro, o país ultrapassou os 4.500 casos de internamento por Covid-19 e atingiu novos máximos tanto em enfermaria como em Unidades de Cuidados Intensivos: 4.560 pessoas em internamento geral e 622 pessoas nas UCI. De acordo com as estimativa “pessimista” da APAH, no final da próxima semana poderão estar 922 pessoas nas UCI.

Mesmo no cenário mais otimista, as estimativas da APAH — com o contributo da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública e da Global Intelligent Technologies (Glintt) — dão conta que serão precisas, até ao final da próxima semana, cerca de 4.500 camas em enfermaria e outras 700 em cuidados intensivos. Ainda neste contexto, seriam também necessários mais de 10 mil profissionais de saúde pública.

Alexandre Lourenço, presidente da APAH, fala num cenário “muito preocupante” e diz que, face à semana que se avizinha, será necessário “retirar dos hospitais doentes Covid-19 que não precisam de lá estar”, os quais poderão ser tratados “noutras estruturas”, como por exemplo estruturas das misericórdias.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR