O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse na segunda-feira que espera que o democrata Joe Biden cumpra “a reforma da imigração” e atenda ao fenómeno em várias dimensões assim que chegar à Casa Branca, na quarta-feira.

“Na campanha do Presidente (eleito) Joe Biden, ele ofereceu-se para fazer uma reforma na imigração e espero que cumpra esse compromisso. Isso é o que eu espero e vou reconhecer e celebrar”, afirmou López Obrador, em declarações feitas no palácio presidencial.

O Presidente mexicano foi questionado acerca da caravana de migrantes de cerca de 6.000 pessoas que partiu das Honduras na sexta-feira e está atualmente presa na Guatemala, bloqueada pelas forças de segurança.

Estamos a tratar deste assunto em coordenação com os governos centro-americanos e também há comunicação com o governo dos Estados Unidos, com os atuais funcionários e com os que vão entrar no novo governo”, prosseguiu.

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Embora as forças de segurança mexicanas controlem a fronteira sul do país desde sábado, López Obrador convidou ao “diálogo com os migrantes” para que “não entrem à força em nenhum país” e sejam tratados de acordo com os direitos humanos.

Sobre o Presidente norte-americano eleito, que assume o cargo na quarta-feira, disse ter um “bom relacionamento”, recordando que, em 2012, quando Biden era vice-presidente e se reuniu com Obrador — na altura na oposição mexicana — já se falava sobre a questão da imigração, embora nenhuma reforma tenha sido feita pelos EUA.

O Presidente mexicano espera que desta vez o democrata possa promover a sua reforma de imigração.

[Biden] é também sensível a este planeamento. E tenho a certeza que desta maneira – atendendo aos que já estão nos Estados Unidos, regularizando a sua situação migratória e, ao mesmo tempo, realizando um programa de desenvolvimento para o bem-estar dos povos da América Central e do México -, vai poder apresentar-se uma opção, uma alternativa”, concluiu.

No mesmo dia em que vai tomar posse, Biden comprometeu-se a enviar ao Congresso uma proposta de reforma migratória que vai incluir um caminho para a cidadania para os 11 milhões de migrantes não documentados nos EUA.