Desde que assumiu o comando técnico do FC Porto, em 2017, Sérgio Conceição colocou sempre o Campeonato como grande prioridade mas nem por isso deixou cair um discurso ambicioso de lutar para conquistar todas as provas nacionais incluindo a Taça da Liga, a única competição que Pinto da Costa nunca ganhou na liderança dos azuis e brancos em mais de 60 troféus incluindo sete europeus. No entanto, e mais uma vez, essa malapata teve mais um capítulo. E, no caso do treinador dos dragões, de novo contra o Sporting: aconteceu em 2017/18 nas meias, aconteceu em 2018/19 na final e aconteceu agora em 2020/21, outra vez nas meias. Pelo meio houve ainda a final perdida de 2019/20, frente a um Sp. Braga então treinador por… Rúben Amorim.

O FC Porto continua sem ganhar ao rival leonino na Taça da Liga e, em paralelo, voltou a perder um encontro na presente temporada 17 jogos depois, desde o desaire em Paços de Ferreira no final de outubro. Ao mesmo tempo, a equipa azul e branca sofreu pela oitava vez esta temporada dois ou mais golos (segunda contra o Sporting, depois do 2-2 no clássico em Alvalade para o Campeonato), levando um total de 26 golos sofridos noutros tantos jogos entre Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Champions, um registo defensivo como o clube não registava desde a longínqua temporada de 2008/09 quando Jesualdo Ferreira era o treinador.

No entanto, e no final, Sérgio Conceição referiu que o FC Porto fez um bom jogo, recordou a falta de oportunidades do Sporting antes do bis de Jovane Cabral e voltou a deixar críticas à arbitragem de João Pinheiro.

“Acho que a equipa fez um bom jogo. Estivemos sempre por cima, criando mais oportunidades do que o adversário. Num único remate na baliza, aos 88′, fazem golo, e nós com algumas situações para ter um resultado diferente. É um bocado como se diz, foi um resultado caído do céu. Merecíamos estar na final. Não aconteceu, mas agora vamos olhar ao nosso principal objetivo, que é o Campeonato”, começou por analisar o treinador dos campeões nacionais, na zona de entrevistas rápidas onde acabaria por ser o único interveniente a passar.

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“Cada vez mais me entristecem certas situações… Não entendo por que o Vítor foi expulso, por ter dito que era o segundo amarelo para o Palhinha. Que era! Há facilidade em expulsar… Falei muito menos do que o treinador do adversário e na primeira vez que o árbitro veio ter comigo mostrou-me o amarelo. É isto em todos os jogos, constantemente. É difícil haver dois pesos e duas medidas… Temos de andar contra tudo e todos… Não é um chavão, não é por ser de uma região… Sinto-me prejudicado”, comentou Sérgio Conceição.

“Maldição na Taça da Liga? Não há maldição nenhuma… Isto é jogar futebol, marcar e não sofrer. Não podemos sofrer golos assim mas não fizeram nada para o conseguir”, concluiu o técnico dos dragões.