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A Ford está apostada em garantir aos condutores dos seus veículos sempre a melhor visibilidade, independentemente das condições. Já era possível, em alguns dos seus modelos electrificados, recorrer ao FordPass para descongelar o pára-brisas e regular a temperatura do habitáculo antes de chegar ao veículo, agora a marca da oval azul apresenta aquilo a que chama de “Estação Climática”. Basicamente, trata-se de uma tecnologia assente em sensores que evita o embaciamento interior do vidro frontal. Ou seja, acaba com o problema antes dele existir, sublinha a Ford.

Segundo a marca, o sistema está instalado perto do espelho retrovisor e mede apenas 5 cm x 3 cm, mas concentra uma série de sensores destinados a detectar humidade no ar ou alterações na temperatura do vidro. Mediante essa leitura, o sistema determina se é necessário ligar o ar condicionado, operação que faz automaticamente, se for caso disso, da mesma que forma que regula o fluxo de ar necessário para impedir o embaciamento do pára-brisas. Ainda de acordo com a Ford, esta versão mais recente da “Estação Climática” só pode ser disponibilizada em veículos equipados com ar condicionado de duas zonas, sendo que os Kuga e Explorer já a oferecem.

Tratando-se de híbridos plug-in, modelos que em princípio são mais amigos do ambiente, o construtor norte-americano esclarece que a tecnologia “ajuda a melhorar a eficiência de combustível e a reduzir as emissões de CO2, reduzindo a utilização do compressor de ar condicionado”.

O timing para a introdução desta funcionalidade também é justificado. Diz a oval azul, apoiada em inquéritos internacionais, que a pandemia colocou muitos mais desportistas a treinar ao ar livre. Quando o fazem em ginásios, não podem tomar banho imediatamente após o treino. Num ou noutro caso, quando entram no carro depois do exercício, “o calor corporal por vezes leva a que o interior do pára-brisas se embacie”. Não existindo “Estação Climática”, não resta a esses condutores outra alternativa se não esperar que a “névoa” se dissipe.

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