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A TAP cortou a operação prevista para fevereiro e março, face às projeções, devido ao agravamento da situação pandémica em Portugal e fora. Numa mensagem aos trabalhadores, o presidente executivo avisa que a empresa terá de “reduzir significativamente a operação prevista para fevereiro e março”. Na comunicação a que o Observador teve acesso, Ramiro Sequeira indica que a empresa fez uma revisão em baixa da oferta para fevereiro e março, na sequência do agravamento da situação epidémica.

“Face às recentes evoluções, prevemos voar em fevereiro entre 19% e 22% dos níveis voados em fevereiro de 2020, pré-pandemia. Em março estimamos, agora, uma oferta de voos entre os 25% e os 28% face a março de 2020, o primeiro mês em que sentimos o impacto da pandemia, durante o qual cortamos a nossa capacidade em 34%. Tratam-se de revisões em baixa face à nossa última previsão, menos 30% para fevereiro e menos 15% em março”.

Estes ajustamentos resultam de uma queda “imediata” de reservas no quadro de incerteza persistente, num quadro da terceira vaga da pandemia, associada à descoberta de uma nova variante no Brasil, bem como o novo confinamento geral em Portugal e em outros países. O gestor refere a proibição e suspensão de voos entre Portugal e o Reino Unido (também por causa do Brasil) e para Angola, que se foram adotadas na semana passada e que, “trazem elevados constrangimentos à nossa atividade, contrariando as projeções já de si pouco animadoras”. Isto apesar de sublinhar os “esforços diplomáticos com os governos destes países”.

Sem explicitar que esta nova realidade representa já um desvio face às previsões do plano de reestruturação entregue no final do ano passado na Comissão Europeia, o gestor realça que a queda “afeta não só as nossas receitas nestes mercados, mas também em vários mercados de ligação”. E assume que neste contexto operacional, há que ter presente as “questões relacionadas com detalhe e o calendário de implementação das medidas constantes do plano de reestruturação”.

A comissão executiva continua a dialogar com todas as entidades envolvidas e permanece convicta de que o plano apresentado, que é preciso definir e implementar, “permitirá o gradual e progressivo reequilíbrio económico e financeiro” da TAP.

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