A Áustria tornou esta segunda-feira obrigatório o uso de máscaras FFP2 por pessoas com mais de 14 anos em transportes públicos, estabelecimentos comerciais, farmácias, hospitais e clínicas. A regra integra o pacote de novas medidas de combate à pandemia, decididas na semana passada, que inclui o prolongamento do confinamento até 8 de fevereiro. O país junta-se assim à Alemanha e França, que já proibiram o uso de máscaras de tecido.

As máscaras FFP2 filtram, pelo menos, 94% das partículas com 0,3 micrómetros de diâmetro ou maiores e, ao contrário das cirúrgicas, conferem proteção nos dois sentidos. Por essa razão, têm sido recomendadas pelos governos de alguns países europeus em detrimento das de pano ou de contras com menos proteção como forma de prevenção contra as novas variantes do novo coronavírus, como a britânica ou a sul-africana, que são mais contagiosas.

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O primeiro país europeu a tornar o uso das FFP2 obrigatório foi a Alemanha, na quinta-feira. A medida foi tomada depois de o estado da Baviera ter introduzido a utilização de máscaras N95, que filtram 95% das partículas, em transportes públicos e lojas. “Peço às pessoas que levam isto a sério. Caso contrário, será difícil evitar uma terceira vaga”, afirmou Angela Merkel na quinta-feira passada, justificando a medida com as variantes do Reino Unido, África do Sul e Brasil.

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No dia seguinte, França emitiu um decreto que proibiu as máscaras de tecido fabricadas em casa por não oferecerem proteção suficiente contra as novas estirpes do novo coronavírus, aconselhando a utilização de máscaras cirúrgicas ou FFP2. Também na quinta-feira, o ministro da Saúde, Olivier Véran, tinha já alertando a população nesse sentido, recomendando, em entrevista à rádio TF1, que a utilização de máscaras de tecido fosse abandonada.

Na Áustria, a nova medida aplica-se ainda a prestadores de serviços, como responsáveis por garagens ou profissionais de saúde. Professores, trabalhadores de armazéns e funcionários públicos terão igualmente de usar este tipo de máscaras no local de trabalho, a não ser que o distanciamento de dois metros possa ser assegurado, explicou a France-Presse. Grávidas e pessoas com determinadas doenças podem optar por outra proteção.

O país tem vindo a registar cerca de 130 novas infeções diárias por cada 100 mil habitantes, refere a France-Presse. De acordo com a John Hopkins University, a Áustria tem 407.140 casos confirmados e 7.515 mortes devido à Covid-19.