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O fim das moratórias bancárias, previsto para setembro, poderá criar dificuldades em “alguns segmentos mais fragilizados” do mercado imobiliário – em classes mais vulneráveis ao aumento do desemprego, por exemplo – mas nos segmentos “médio-alto e alto” esse impacto “não vai existir”, garante a promotora e consultora imobiliária JLL, que esta terça-feira apresentou o seu relatório anual sobre este mercado. Em algumas zonas “menos prime” poderá haver, neste ano de 2021, alguma correção em baixa dos preços devido à procura mais comedida em comparação com o fulgor dos últimos anos – mas, garante a JLL, “será uma correção pequena, não será nada de significativo, porque as taxas de juro continuam em níveis baixos e o imobiliário vai continuar a ser um refúgio para os investidores”.

A perspetiva desta consultora imobiliária, uma das maiores do mercado português, é que a existência de uma vacina é uma “luz ao fundo do túnel” que, apesar de a distribuição europeia estar a ser comparativamente lenta, irá garantir uma recuperação do mercado imobiliário que, apesar de tudo, teve um ano 2020 muito melhor do que se temeu no início da pandemia. “O mercado estava fulgurante no primeiro trimestre, depois surgiu a pandemia mas logo em outubro dissemos que 2020 iria, apesar de tudo, ser o terceiro melhor ano de sempre neste mercado“, afirmou Pedro Lancastre, diretor-geral da JLL num encontro online com jornalistas.

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