Corona foi o primeiro a sair, dando lugar a Sérgio Oliveira para o FC Porto voltar a ganhar equilíbrios coletivos e encaminhando-se para o banco antes de trocar algumas palavras com Sérgio Conceição para explicar as dores que estava a sentir na zona da coxa. Seguiu-se Otávio, que após um lance na área caiu agarrado à coxa, ainda se tentou levantar mas teve mesmo de sair amparado e a coxear. Depois foi Luis Díaz, com visíveis sinais de desgaste físico após ter feito quase 90 minutos no encontro do regresso após ter recuperado da infeção por Covid-19. No ataque, sobrou apenas Taremi. E em boa hora: a dois minutos do final, marcou e “fechou” o jogo.

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Mais uma vez titular na vitória dos dragões em Barcelos, o avançado iraniano teve menos oportunidades do que é normal para visar a baliza do estreante Beunardeau mas nem por isso deixou de conseguir uma participação menos ativa no ataque, descendo no terreno para servir depois Corona ao Luis Díaz (um movimento que é característico em Harry Kane na forma de jogar do Tottenham de José Mourinho) e ganhando algumas bolas em zonas mais altas de pressão que fizeram mossa na defesa do Gil Vicente. Depois, veio o golo do costume, desta vez após assistência de Sérgio Oliveira, que chegou ao quinto passe decisivo apenas atrás de Otávio (oito) e Corona (sete).

Em quatro jogos na Taça de Portugal, Mehdi Taremi marcou outros tantos golos, igualando o feito conseguido só por oito jogadores na história do FC Porto de marcar nos quatro primeiros encontros da prova, entre os quais alguns dos maiores goleadores na história dos azuis e brancos como Jardel, Fernando Gomes ou Hernâni. Em paralelo, o iraniano continua o seu processo de “redenção” após a expulsão com vermelho direto no clássico com o Benfica que o retirou da meia-final da Taça da Liga com o Sporting: ao todo, leva 11 golos em 24 jogos no Dragão mas com uma média de um golo por jogo nas últimas sete partidas, incluindo os bis em Guimarães e Famalicão.

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“Foi um jogo difícil pelas condições do tempo também, com um campo pesado. Entrámos muito bem, criámos algumas ocasiões para marcar mais e ir para o intervalo com mais do que um golo. No segundo tempo demos um bocadinho de espaço e terreno ao adversário porque foi estrategicamente definido isso. Criámos algumas situações em que podíamos ter chegado ao segundo golo mais cedo. O Gil Vicente teve uma bola no poste, nós sempre a criar perigo e acabámos por fazer o segundo golo já no final. Foi uma vitória justíssima por tudo o que o FC Porto fez no jogo”, comentou Sérgio Conceição na zona de entrevistas rápidas da TVI24, após um triunfo que aumentou para 18 o número de jogos sem perder no tempo regulamentar na Taça de Portugal.

“Em cada competição em que entramos, entramos para conseguir chegar o mais longe possível, chegar à final e disputá-la para tentar ganhar. Este ano não foge à regra, estamos no nosso caminho. Agora é descansar e segunda-feira já temos um jogo extremamente importante para o Campeonato. A equipa está bem, o grupo está bem. Foi mais um jogo, mais uma eliminatória, estamos nas meias-finais da Taça de Portugal, que também é um objetivo do clube. Os jogadores estão de parabéns pelo que fizeram. Agora é olhar para a frente e olhar para a frente é olhar para o Campeonato”, acrescentou de seguida, projetando a receção ao Rio Ave da 16.ª jornada.

Em paralelo, Sérgio Conceição falou também das situações de Corona, Otávio… e de si próprio, após uma semana em que teve uma gripe mas que foi para banco… terminando o jogo encharcado. “São pequenas mazelas que fazem parte do que é o esforço deles. São dois dos jogadores mais utilizados, é normal que aqui ou acolá possam sentir alguma coisa, mas penso que não será nada de especial, nada de grave. Se eu estou melhor? Não está fácil, não está fácil… Faço por isso mas não é fácil”, concluiu o treinador dos azuis e brancos.