Em entrevista ao programa “Nem tudo o que vai à rede é bola”, da Rádio Observador, Filipe Albuquerque não tinha dúvidas: depois de um ano de sonho em 2020, com as conquistas do Europeu e do Mundial de Resistência na classe LMP2 além das 24 Horas de Le Mans em França, o futuro teria de passar de forma inevitável por aceitar o convite recebido dos EUA e lutar pelo sonho de conquistar as 24 Horas de Daytona. Lutou e conseguiu, com o português a fazer a festa este domingo naquela que é uma das provas mais conceituadas da especialidade.

[Ouça aqui a entrevista de Filipe Albuquerque na preparação para as 24 Horas de Daytona]

Filipe Albuquerque, o campeão entre os campeões

Esta foi a segunda vez que o piloto de Coimbra, de 35 anos, conseguiu ganhar a mítica prova americana, depois do sucesso na equipa da Cadillac com o também português João Barbosa e o brasileiro Christian Fittipaldi. Para este ano, Albuquerque foi contratado por Wayne Taylor para correr num Acura, ganhando numa equipa onde estavam também os americanos Ricky Taylor e Alexander Rossi e o brasileiro Hélio Castroneves.

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O piloto português ficou com o último turno de condução, altura em que venceu o japonês Kamui Kobayashi, da Cadillac (mais 4,704 segundos), e o britânico Harry Tincknell, da Mazda (mais 6,562 segundos).

“Ganhámos. Campeões outra vez. Inacreditável! Foi a corrida mais difícil da minha vida. Sempre no limite para compensar o andamento dos nossos adversários e a [ter de] olhar para os espelhos para os bloquear. Não foi só nos últimos 20 minutos [que foi difícil], mas nas últimas 12 horas, quando conseguimos meter o carro em primeiro lugar”, frisou o piloto de Coimbra”, comentou Albuquerque, numa mensagem vídeo enviada à Lusa.