O CEO da Parler, a rede social muito popular entre apoiantes de Donald Trump e que foi boicotada pela Google, Apple e Amazon, afirma ter sido despedido pelo conselho de administração da empresa, liderado por Rebekah Mercer, que financia o Partido Republicano.

Na mensagem que enviou à agência Reuters a confirmar o seu despedimento, John Matze revela também que não recebeu qualquer tipo de indemnização.

“A 29 de janeiro de 2021, a administração da Parler, controlada por Rebekah Mercer, decidiu terminar com efeito imediato a minha posição enquanto CEO da Parler. Eu não participei nessa decisão ”, lê-se na mensagem que Matze enviou ao staff da Parler e que, posteriormente, encaminhou para a Reuters.

“Nos últimos meses, tenho encontrado resistência constante à minha visão do produto, à minha forte crença na liberdade de expressão e à minha visão de como a Parler deve ser gerida”, argumenta ainda.

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De acordo com Matze, a Parler passa agora a ter um “comité executivo” composto por Matthew Richardson e Mark Meckler, refere a mesma agência.

A Parler está desativada há quase um mês, uma vez que os seus responsáveis não conseguiram encontrar outro servidor onde alojar a rede, depois de a Google, Apple e Amazon terem expulsado a aplicação das suas plataformas, por ter contribuído para veicular a organização de protestos pró-Trump, que culminaram na invasão ao Capitólio a 6 de janeiro.

Parler: o megafone dos apoiantes de Trump que foi boicotado pela Google, Apple e Amazon

A rede social, fundada em 2018, afirma ser um fórum para a liberdade de expressão, tendo atraído muitos dos conservadores norte-americanos que discordam das regras sobre moderação de conteúdo implementadas por outras redes sociais, como o Facebook e o Twitter.