No dia em que no país mais afetado pela pandemia as mortes associadas à Covid-19 ultrapassaram a barreira dos 450 milhares, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) anunciou esta quarta-feira aos Estados Unidos, onde os números de novos casos e de hospitalizações continuam a decrescer, que as escolas públicas podem reabrir em segurança — mesmo que os seus professores não tenham ainda sido vacinados.

“A vacinação dos professores não é um pré-requisito para a reabertura segura das escolas”, explicou Rochelle Walensky, diretora do CDC, em resposta aos sindicatos de professores que têm recusado o regresso antes de toda a classe estar inoculada.

Com cada Estado a decidir a sua estratégia de combate à pandemia, há locais onde as escolas estão a funcionar, outros onde voltaram a abrir e entretanto fecharam novamente, e outros ainda onde, desde a primavera passada, as crianças estão sem aulas.

“Nem um estudante de uma escola pública de São Francisco pôs um pé na sua sala de aula nos últimos 347 dias. Mais de 54 mil crianças de São Francisco estão a sofrer. Estão a ser transformadas em Zoom-bies pela escola à distância. Já chega”, disse Dennis Herrera, advogado da cidade, em conferência de imprensa.

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Nos Estados Unidos os professores são considerados “trabalhadores essenciais” e, por isso mesmo, têm prioridade na vacinação em curso, mas, graças  atrasos no processo, muitos ainda não receberam as respetivas doses.

Para compensar, Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas a aconselhar o governo, interveio também, para explicar que “não faz mal” se as pessoas se sentirem mais seguras a usar duas máscaras, em vez de apenas uma.