O Dubai, como a maioria dos países árabes cuja economia depende do petróleo que jorra do solo, tem originalmente uma população mínima, que é reforçada por milhares de estrangeiros cujo acesso ao país é apenas permitido para trabalhar. E estes estrangeiros, que podem atingir 90% dos habitantes, fazem de tudo – desde crianças dos países vizinhos para montar os camelos das tradicionais corridas locais, aos empresários e homens de negócios que alimentam os negócios da região.

Os estrangeiros com cargos de destaque sempre foram muito bem pagos nos Emiratos Árabes Unidos, de que o Dubai faz parte, o que lhes permite adquirir carros potentes, luxuosos ou ambos. Mas quando a economia vacila e o vencimento baixa, é fácil não conseguir enfrentar os compromissos com os bancos e as instituições de crédito. Sucede que, naquela parte do globo, falhar pagamentos é um crime que conduz directamente à prisão.

Esta forma de lidar com quem tem dificuldade com o crédito leva a que os estrangeiros, assim que têm problemas com os seus compromissos e dívidas, apanhem o primeiro avião e abandonem o país, deixando os veículos abandonados na berma da estrada, em casa ou no parque do aeroporto.

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Também há casos de estrangeiros que não possuem liquidez para reparar o seu carro após um acidente, mesmo se o custo da oficina empalidece face ao valor do modelo. Mas a opção mais segura é sempre apanhar o primeiro avião e mudar de ares.

A vlogger Supercar Blondie, que habita no Dubai, publicou um vídeo (abaixo) em que aborda esta situação, onde é possível ver carros acidentados abandonados, mas muitos outros que foram apenas deixados para trás. E tal foi a pressa que há automóveis ainda com dinheiro lá dentro.

Os modelos abandonados acabam por ir a leilão, por quantias quase ridículas, especialmente quando comparadas com o seu valor de mercado, com um Ferrari a valer pouco mais de 30 mil euros.