“Na batalha contra o coronavírus não há tempo a perder.” Assim arranca a reportagem do canal norte-americano CNN, que durante um dia acompanhou o trabalho das ambulâncias portuguesas naquele que diz ser um “dos piores hotspots de Covid-19 na Europa”. O vídeo com pouco mais de três minutos mostra paramédicos a percorrer ruas da capital, e não só, no auxílio de doentes — alguns já com Covid-19, outros suspeitos de estarem infetados — e conta com o testemunho de médicos, enfermeiros e condutores de ambulâncias do INEM.

O vídeo mostra os paramédicos a socorrer uma mulher de 58 anos, com dores no peito e muito receosa de estar infetada, que é reemcaminhada para um dos hospitais “sobrelotados” de Lisboa. Um outro caso diz respeito ao transporte de um doente infetado, já a precisar de ventilador, para outro hospital de Lisboa, de maneira a libertar camas nas unidades de cuidados intensivos.

A jornalista da CNN, Isa Soares, fala numa passagem de ano “devastadora” em Portugal, país “com uma das maiores taxas de infeção no planeta”. Refere ainda que “mais de metade do número total de mortes por Covid-19 em Portugal foi registado em 2021”.

A reportagem conta com entrevistas a paramédicos que admitem que, assim que começam o turno, já estão à espera que a maioria dos incidentes digam respeito a casos de Covid-19 e como é difícil trabalhar considerando as limitações impostas pela pandemia. No vídeo, os paramédicos são vistos a desinfetar o exterior e interior da ambulância após cada caso acompanhado.

Equipa médica alemã já está em Portugal. “É para isso que servem os amigos”

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De fora não fica a chegada da equipa médica alemã a Portugal, na semana passada, com o objetivo de libertar pressão no Serviço Nacional de Saúde. Apesar da referência à recente redução do número de mortes e infeções por Covid-19 no país, a CNN salienta que as equipas médicas continuam esticadas.