Mário Draghi aceitou esta sexta-feira o convite do Presidente italiano, Sergio Mattarella, para assumir o cargo de primeiro-ministro de Itália, depois de ter garantido o apoio de quase todos os partidos representados no Parlamento.

O anúncio foi feito pelo próprio economista, antigo presidente do Banco Central Europeu (BCE), no final de um encontro com Mattarella, a quem garantiu ter recebido o apoio suficiente dos partidos para formar um novo executivo — e vários membros estarão presentes no governo de Draghi.

O ex-presidente do BCE submeteu os nomes do futuro elenco governamental à apreciação de Mattarella, que terá de os aprovar.

De acordo com a imprensa italiana, já há nomes para os 23 ministérios, composto por 15 políticos e 8 técnicos.

A pasta da saúde vai continuar nas mãos de Roberto Speranza, numa altura em que os números da pandemia parecem estar controlados. Dario Franceschini, que era ministro da Cultura e do Turismo, também se mantém o cargo, havendo, no entanto, um desdobramento entre os dossiers da Cultura e do Turismo (este que vai passar a ser chefiado por Massimo Graravaglia da Lega Norte). Luciana Lamorgese permanece como ministra do Interior, Lorenzo Guerini continua à frente dos desígnios do ministério da Defesa e Luigi Di Maio, líder do Movimento 5 estrelas, seguirá como ministro dos Negócios Estrangeiros.

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Uma das novidades do governo proposto por Draghi vai ser a criação do ministério da Transição Ecológica, que terá à frente Roberto Cingolani, físico e ex-diretor científico do Instituto Italiano de Tecnologia.

Mas também há sangue novo nas restantes pastas. Vittorio Colao, ex-CEO da Vodafone, deverá assumir o ministério da Inovação Tecnológica. À frente da pasta da economia vai estar Daniele Franco, ex-governador do Banco de Itália. Andrea Orlanda, ex-ministro da Justiça, será ministro do Trabalho. Já à frente do dossier da Justiça ficará Marta Cartabia, Presidente do Tribunal Constitucional de Itália entre dezembro de 2019 a setembro de 2020.

O novo Governo vai ser empossado sábado, seguindo-se, depois, no início da próxima semana, as sessões de juramento e da prestação de votos de confiança nas duas casas do Parlamento — Câmara dos Deputados e Senado.

Notícia atualizada às 20h00 com pastas do governo de Draghi