A Amazon avançou esta sexta-feira com um processo contra a procuradora-geral de Nova Iorque para impedir que o Estado recorra a medidas legais por causa da conduta da empresa durante a pandemia. Em causa está uma investigação sobre as medidas de segurança que a retalhista adotou em resposta à Covid-19, bem como sobre a alegada retaliação contra trabalhadores que protestaram contra as condições laborais.

Em março do ano passado, os funcionários de um armazém da Amazon em Staten Island reclamaram que não tinham os equipamentos de proteção individual necessários e que não tinham sido informados quando os colegas de trabalho testaram positivo para o novo coronavírus.

No entanto, a situação só tomou proporções legais quando surgiram relatos de vários despedimentos, incluindo o de Chris Smalls, que organizou uma manifestação sobre as condições de trabalho durante a pandemia.

Na altura, a Amazon argumentou que Smalls tinha sido demitido por ter violado as diretrizes da empresa no que diz respeito às medidas de segurança, nomeadamente o distanciamento social.

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Após pressões da procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, e de vários Senadores que questionaram o caso, foi aberta uma investigação em abril.

De acordo com o The Verge, na queixa que deu agora entrada em tribunal, a Amazon argumenta que o gabinete da procuradora-geral nova-iorquina “carece de autoridade legal” para aplicar medidas legais, como a renúncia de lucros, alegando que apenas as autoridades federais é que têm jurisdição sobre qualquer queixa de segurança em locais de trabalho, de acordo com as leis laborais do estado de Nova Iorque.

O documento evidencia ainda que as instalações da empresa em Staten Island passaram numa inspeção a 30 de março de 2020, e que os inspetores tinham concluído que as queixas sobre a falta de segurança eram “infundadas”. A Amazon refere também que foram implementadas verificações regulares de temperatura e que os trabalhadores foram divididos por diferentes turnos de forma a promover o distanciamento social.