Os serviços de internet e telecomunicações foram restaurados em Myanmar, após um blackout de oito horas imposto no domingo quando os manifestantes voltaram às ruas depois de saberem que  Aung San Suu Kyi, continuaria detida mais dois dias, avança o The Guardian.

Os protestos continuam esta segunda-feira pelas ruas das principais cidades do país apesar da polícia e dos carros blindados, em especial frente ao banco central em Yangon. O reforço policial chegou à cidade durante o domingo e depois da meia-noite os residentes locais afirmaram que houve um corte de internet e das linhas de telecomunicações, que duraria cerca de oito horas.

Um dos manifestantes comparou o uso de carros blindados e polícias extra como uma “ameaça” às pessoas, mas afirmou que não vai desistir de lutar.

Patrulhar com veículos blindados significa uma ameaça para pessoas, mas elas não se importam de serem presas ou baleadas. Não podemos parar agora”, afirmou Nyein Moe, um manifestante de 46 anos.

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Segundo o mesmo jornal britânico, a polícia abriu fogo no domingo para dispersar os manifestantes no norte de Myanmar, mas a violência tem vindo a diminuir.

Além dos protestos de milhares de pessoas, vários funcionários públicos — parte de um movimento de desobediência civil — está a parar vários setores do governo e a causar ainda mais transtornos à população.

Durante a noite de domingo, alguns países como o Canadá e Reino Unido apelaram à não utilização de “violência contra manifestantes e civis”.

Também trabalhadores de empresas de aviação e autocarros pararam a sua atividade como forma de protesto, algo que o governo regional já condenou.

Desde o golpe civil a 1 de fevereiro, que deteve a líder birmanesa bem como o Presidente e outros membros do governo, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas a pedir a libertação de Aung San Suu Kyi naqueles que são já os maiores protestos no país em mais de 10 anos. Pelo menos 400 pessoas foram detidas.