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Bernardo joga, Bernardo assiste, Bernardo marca – e o City de Bernardo já tem dez pontos de avanço na Premier

Este artigo tem mais de 1 ano

Era uma das deslocações mais difíceis, acabou por ser mais do mesmo: Manchester City vence Everton, soma 17.ª vitória seguida e tem dez pontos de avanço na Premier com Bernardo Silva em foco (1-3).

Bernardo Silva marcou o quarto golo da temporada, todos nas últimas cinco semanas em que o Manchester City prolongou série que vai nas 17 vitórias consecutivas
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Bernardo Silva marcou o quarto golo da temporada, todos nas últimas cinco semanas em que o Manchester City prolongou série que vai nas 17 vitórias consecutivas

Robbie Jay Barratt - AMA

Bernardo Silva marcou o quarto golo da temporada, todos nas últimas cinco semanas em que o Manchester City prolongou série que vai nas 17 vitórias consecutivas

Robbie Jay Barratt - AMA

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Um empate em casa com o modesto WBA, uma vitória pela margem mínima em Southampton. Algures a meio de dezembro, o Manchester City conseguiu reentrar nos lugares europeus da Premier League após um arranque feito de forma titubeante e aos ziguezagues com tantos triunfos como igualdades e duas derrotas pesadas no resultado e na exibição com Leicester e Tottenham que levantaram muitas dúvidas sobre a capacidade da equipa de Guardiola para lutar pela reconquista do título perdido para o Liverpool na última época. O que ninguém esperava era que os dois jogos, separados apenas por quatro dias, seriam ao mesmo tempo as perguntas e as respostas para a redenção que se seguiria – se nos primeiros 12 jogos os citizens ganharam apenas cinco, chegavam ao final de nova série de 12 jogos com a possibilidade de alcançar um caminho 100% vitorioso, reforçando a liderança da prova.

No jogo em que Bernardo Silva foi um verdadeiro diplomata, Gündoğan continuou a ser um mercenário: e Mourinho caiu derrotado

O que mudou então? Contra o WBA, o City voltou a ter aquilo que sempre quis evitar: 77% de posse sem saber muitas vezes o que fazer com a bola, 26 remates para apenas um golo, 13 cantos com resultado nulo, (mais) um golo sofrido por erros individuais, neste caso uma infelicidade de Rúben Dias com um autogolo. A seguir, contra o Southampton, houve outro City. Com apenas 52% de posse, só com 11 remates, tendo os mesmos cantos do que o adversário (seis) e mais faltas (11-9). Entre muito sofrimento perante a pressão dos saints, a equipa de Manchester segurou os três pontos e quebrou a série de dois empates, porque antes não tinha passado do nulo no dérbi com o United. Mais do que isso, começou a caminhada para uma subida a pique. De forma e na classificação.

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Evolução 1: antes deste encontro em Liverpool diante do Everton, que serviria para acertar calendário depois do adiamento pelos casos de Covid-19 no plantel, o Manchester City tinha sofrido apenas dois golos em 11 encontros, não apenas por mérito da defesa e de um eixo recuado de betão formado por Rúben Dias e John Stones mas pelo que a equipa começou a conseguir fazer no seu todo sem bola. Evolução 2: a eficácia na finalização aumentou mas a equipa tornou-se sobretudo realista, percebendo que quando não dava para mais o importante era segurar o avanço que conseguira anteriormente (ainda assim, média de 2.2 golos/jogo). Evolução 3: como o coletivo passou a funcionar muito melhor, a equipa deixou de estar dependente apenas da inspiração de Kevin de Bruyne, a ponto de ter jogado os últimos encontros sem o belga e mantido a série de triunfos seguidos com Gündogan em principal destaque entre outros destaques em crescendo como Bernardo Silva, Sterling, Rodri ou João Cancelo.

Com sete pontos de avanço e um jogo em atraso, essa distância poderia passar para dez num ciclo de três semanas onde terá ainda pela frente Arsenal (fora), West Ham (casa) e Manchester United (casa) com Liga dos Campeões (B. Mönchengladbach) pelo meio. Passando este ciclo de forma “ilesa”, o passo para chegar ao título seria gigante mas antes encontraria um Everton irregular, capaz de empatar em Old Trafford a três, de ganhar ao Tottenham para a Taça de Inglaterra por 5-4 e de perder em casa com o Fulham, mas sempre complicado. Era complicado, tornou-se apenas mais um: na 12.ª vitória seguida no Campeonato e 17.ª em todas as competições, a única “notícia” foi mesmo o golo sofrido no triunfo por 3-1 que teve Bernardo Silva como melhor em campo a marcar, a assistir e a jogar, a par de Rúben Dias sólido e um João Cancelo cada vez mais evoluído.

E o encontro começou mesmo com os portugueses do City a ficarem muito perto do golo: primeiro foi João Cancelo, que voltou à lateral esquerda, a arriscar o remate de fora da área de pé direito (2′); depois foi Bernardo Silva, também de meia distância mas de pé esquerdo, a visar a baliza do Everton (7′). Pickford ia dando conta do recado mas o encontro estava inclinado para o meio-campo dos toffees, que viam os visitantes a serem os únicos com remates e uma posse de 81%. Esse domínio acabou por trazer o golo pouco depois da meia hora, com Phil Foden a aproveitar um corte incompleto na área para rematar de pé direito para o 1-0 (32′), mas, quando se pensava que tinha chegado o momento que marcaria em definitivo o encontro, o Everton conseguiu reagir, foi bem mais intenso no seu jogo, teve outra capacidade de manter a posse e chegou mesmo ao empate com alguma sorte à mistura, na sequência de um remate que bateu depois na coxa de Richarlison e foi para a baliza (37′).

[Clique nas imagens para ver os golos do Everton-Manchester City em vídeo]

Apesar dessa quebra no último quarto de hora da primeira parte, Guardiola manteve-se fiel ao onze inicial que esta noite contou com Gabriel Jesus no eixo ofensivo a par de Sterling e Mahrez, fez pequenas alterações de posição e de movimentos, voltou a recuperar o controlo da posse, criou mais algumas oportunidades ou falhadas ou defendidas por Pickford mas voltou mesmo para a frente do marcador, com Bernardo Silva a fazer a diagonal curta para dentro, a assistir Mahrez e o argelino a rematar em arco ao ângulo inferior para o 2-1 (63′). E o espectáculo do esquerdino português ainda não tinha chegado ao fim, fechando as contas com um remate de pé esquerdo de fora da área que Pickford ainda conseguiu tocar mas não o suficiente para desviar da baliza (77′).

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