O Ministério Público (MP) de Aveiro acusou um homem de 29 anos de ter ateado fogo a uma ex-colega de trabalho de 21 anos, num caso com julgamento marcado para maio.

No despacho de acusação, consultado quinta-feira pela Lusa, o MP requereu o julgamento do arguido em tribunal singular, imputando-lhe um crime de ofensa à integridade física qualificada.

Os factos criminosos ocorreram na noite de 13 de setembro de 2018, num restaurante em Aveiro, aonde o arguido e a ofendida trabalhavam, o primeiro como pasteleiro e a segunda como empregada de mesa e bar.

A acusação refere que a vítima se deslocou ao restaurante para receber o vencimento e, quando se encontrava na zona da copa, o arguido, sem que nada o fizesse prever, despejou um frasco de álcool etílico sobre ela. A rapariga pediu ao arguido para parar e saiu para o exterior, presumindo que pudesse tratar-se de uma brincadeira. Entretanto, regressou ao restaurante e o arguido aproximou-se dela e acendeu um isqueiro, tendo ateado fogo às roupas da ofendida, e as chamas espalharam-se rapidamente pelo tronco e cabelo. A ofendida entrou em pânico, despiu a camisola e o casaco que estavam a arder, tendo um dos presentes deitado água por cima dela para ajudar a apagar o fogo, e correu para a rua aos gritos a pedir ajuda.

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De acordo com a acusação, a rapariga ficou com os cabelos queimados e sofreu queimaduras de segundo grau em diversas partes do corpo, tendo sido transportada ao Hospital de Aveiro e depois foi transferida para a Unidade de Queimados do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra.

O MP diz que o arguido agiu com o propósito concretizado de ofender a ex-colega “no corpo e na saúde”, causando-lhe lesões que consubstanciam “uma desfiguração grave e duradoura”.