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Era o dérbi de uma década: Lautaro e Lukaku, a dupla L&L, tornaram-no fácil (e deixaram o Inter ainda mais líder)

Dez anos depois, o dérbi de Milão valia a liderança da Serie A. Inter tornou-o simples, com golos de Lautaro e Lukaku, venceu o Milan sem espaço para dúvidas e aumentou a vantagem no 1.º lugar (0-3).

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A dupla de avançados da equipa de Antonio Conte acabou por garantir a vitória

Getty Images

A dupla de avançados da equipa de Antonio Conte acabou por garantir a vitória

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Apesar da hegemonia da Juventus na última década, a verdade é que o jogo mais importante, mítico e mediático do futebol italiano é o derby della Madonnina, o dérbi de Milão, o encontro entre o AC Milan e o Inter Milão. Pela rivalidade envolvida, pelo facto de partilharem o mesmo estádio, por serem duas equipas da mesma cidade que são também duas das equipas mais importantes do país inteiro. Este domingo, o dérbi ganhava uma camada adicional que já não tinha desde 2011, há uma década: o facto de valer a liderança da Serie A.

À entrada para a partida, onde o AC Milan era teoricamente o anfitrião, o Inter Milão estava no primeiro lugar da classificação com mais um ponto do que os rossoneri — ou seja, uma vitória do AC Milan significava a recuperação da liderança perdida recentemente, enquanto que uma vitória dos nerazzurri significava o alargar da vantagem para quatro pontos. Era o terceiro encontro da época entre as duas equipas, depois do jogo da primeira volta, que deu vitória do AC Milan com um bis de Ibrahimovic, e do encontro dos quartos de final da Taça de Itália, que deu vitória do Inter Milão graças a um golo de livre direto de Eriksen já nos descontos.

Ora, tendo em conta a importância capital da partida deste domingo, o AC Milan autorizou 300 adeptos a marcarem presença no último treino da equipa, no exterior do relvado, com bandeiras, tarjas e cânticos bem audíveis. À chegada a um San Siro que estaria completamente deserto, sem adeptos nas bancadas, adeptos dos dois clubes receberam os jogadores, num aparato que fez lembrar os tempos em que o futebol não precisava de máscara. E apesar de este ser um dérbi, de ter como principais protagonistas todos os atletas e treinadores das duas equipas, a verdade é que acabava por existir sempre um nome que era cabeça-de-cartaz: Zlatan Ibrahimovic.

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Na antecâmara do jogo, Rafael Leão deu uma entrevista ao Corriere dello Sport onde acabou por falar novamente da relação fraternal que o une a Ibrahimovic, algo que já fez inúmeras vezes. “Zlatan é como um irmão mais velho para mim. É um ponto de referência com uma mentalidade ganhadora como nunca vi noutro jogador”, explicou o avançado português, que acabou por revelar que no verão de 2019, quando trocou o Lille pelo AC Milan, também tinha uma proposta do Inter, acabando por optar pela equipa orientada por Stefano Pioli. “Escolhi o AC Milan porque falou comigo primeiro e era a minha prioridade. Quando o AC Milan liga, não podemos dizer que não”, disse Leão.

Rafael Leão que, este domingo, era suplente, assim como o outro português Diogo Dalot. Stefano Pioli optava por lançar Saelemakers, Çalhanoglu e Rebic no apoio mais direto a Ibrahimovic e completava o meio-campo com Tonali e Kessié. Do outro lado, Antonio Conte colocava Eriksen, Brozovic e Barella no setor intermédio, nas costas de Lautaro e Lukaku, e Perisic e Hakimi eram os responsáveis pelos corredores. No banco, ficava Arturo Vidal. O Inter entrou claramente melhor e abriu o marcador logo nos instantes iniciais: num lance de insistência, Lukaku cruzou a partir da direita e descobriu Lautaro, ao segundo poste, com o avançado a cabecear totalmente à vontade para bater Donnarumma (5′). O jogador argentino saltou sem oposição, numa jogada em que a defesa do AC Milan acabou por ser apanhada num momento de desconcentração e marcação muito passiva.

O Inter dominou por completo durante os primeiros 15 minutos, com o AC Milan a não ter capacidade para sair do próprio meio-campo. A primeira vez que a equipa de Stefano Pioli chegou perto da baliza de Handanovic foi num lance muito confuso que terminou com uma espécie de finalização de calcanhar de Ibrahimovic (15′), onde a defesa do Inter demorou muito tempo a aliviar uma bola que andou perdida pela grande área. O conjunto de Antonio Conte ficou perto de aumentar a vantagem ainda antes da meia-hora, com Lukaku a falhar o desvio ao primeiro poste na sequência de um cruzamento de Perisic na esquerda (27′), e Theo Hernández protagonizou a melhor oportunidade do AC Milan na primeira parte com um remate cruzado que saiu ligeiramente ao lado (33′).

Ao intervalo, o Inter estava a vencer pela margem mínima e demonstrava grande facilidade em entrar no último terço adversário, principalmente quando Lukaku era lançado na profundidade; em oposição, a defesa de Antonio Conte estava algo displicente, com os centrais a cometerem alguns erros que deram origem às melhores oportunidades do AC Milan. A equipa de Stefano Pioli falhou defensivamente no lance do golo de Lautaro e tinha algumas dificuldades sempre que a bola era colocada em velocidade nos corredores e não tinha capacidade para chegar com muito perigo à baliza de Handanovic, com Ibrahimovic a estar muito pouco envolvido ao longo de toda a primeira parte.

O AC Milan entrou melhor no segundo tempo e depressa mostrou que queria chegar depressa ao empate para lutar pelo resultado, colocando as linhas mais subidas e empurrando o Inter para o próprio meio-campo. Ibrahimovic teve duas enormes oportunidades consecutivas, dois cabeceamentos que obrigaram Handanovic a duas enormes defesas (47′), e Tonali rematou logo depois, de fora de área, a forçar o guarda-redes esloveno a outra intervenção apertada (48′). A equipa de Pioli estava muito acima daquilo que tinha mostrado na primeira parte e pressionava em bloco, impedindo o Inter de construir desde trás e obrigando o conjunto de Conte a jogar de forma muito direta, com passes longos à procura e Lukaku ou Lautaro.

A eficácia, porém, acabou por fazer a diferença. Na primeira vez em que chegou com verdadeiro perigo à baliza adversária na segunda parte, o Inter aumentou a vantagem: numa jogada brilhante de ataque rápido, Eriksen descobriu Perisic na esquerda e o croata assistiu Lautaro, que surgiu na pequena área a desviar de primeira para bisar (57′). Com este golo, o avançado argentino chegou aos 17 golos esta temporada e tornou-se o melhor marcador da Serie A, com mais um do que Cristiano Ronaldo. O AC Milan estava melhor, estava por cima mas tinha desperdiçado três oportunidades; o Inter, na única que teve desde o intervalo, marcou. E menos de dez minutos depois, arrumou com o jogo. Lukaku pegou na bola no meio-campo, arrancou com força e velocidade, totalmente sozinho, e rematou de pé esquerdo já na grande área, para o primeiro poste e sem hipótese para Donnarumma (66′).

Stefano Pioli só mexeu na equipa ao terceiro golo, ao lançar Rafael Leão e Meïté, e ainda tirou Ibrahimovic para colocar Castillejo — mas já pouco aconteceu até ao apito final. O Inter Milão venceu o dérbi mais importante da década, aumentou para quatro pontos a distância para o AC Milan no topo da Serie A e viu Lautaro e Lukaku, a dupla do momento no futebol italiano, tornar fácil e simples um dos encontros mais complexos da temporada, num passo muito importante rumo à conquista do título. Os rossoneri, que acabaram por desperdiçar uma vantagem confortável com quatro derrotas quase seguidas (Juventus, Atalanta, Spezia e Inter), continuam a cair em forma e rendimento, começando a ficar distante o sonho de ganhar a liga italiana dez anos depois.

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