Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O “voo de apoio ao regresso do Brasil por razões humanitárias” vai ser operado pela TAP, segundo o gabinete do ministro Augusto Santos Silva, mas vai custar 837,90 euros para quem não tenha bilhete, denuncia o jornal Público. O voo humanitário anunciado por Portugal é apresentado como “voo comercial extraordinário” pelo Brasil.

“A embaixada do Brasil em Lisboa e os Consulados Gerais em Lisboa, Porto e Faro informam que os Governos do Brasil e Portugal, por meio dos respetivos Ministérios das Relações Exteriores, negociaram a realização de um voo comercial extraordinário da empresa aérea TAP entre Lisboa e Guarulhos”, lê-se no comunicado do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

O voo parte de Portugal no dia 26 de fevereiro com um máximo de 298 lugares e deve regressar de São Paulo no dia seguinte. O jornal Público escreve que, dos cerca de 520 passageiros que precisam de realizar a viagem neste momento, menos de metade (cerca de 200) tem bilhete na TAP.

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas confirmou ao jornal que “aos passageiros que já dispunham de bilhete desta companhia aérea [TAP], e apenas desta, é feita uma alteração gratuita do bilhete, desde que dentro da mesma classe tarifária” e que “aos restantes aplica-se o preço para este voo praticado pela TAP”. Ou seja, quem tenha, por exemplo, voos das operadoras brasileiras Azul e Latam.

A operadora Latam, por sua vez, planeia pelo menos dois voos com escala em Madrid que não deverá ter custos adicionais para quem já tinha bilhete desta companhia. Ou seja, sem custos, mesmo que as pessoas tenham de viajar de Lisboa para Madrid para apanharem o avião.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR