Mais moderno e mais confortável, mas com o carácter e a versatilidade de sempre. Parecem ter sido estas as directivas que nortearam a actualização do C3 Aircross, que está à venda desde o final de 2017. Em Junho, o SUV francês de 4,16 metros chegará aos concessionários portugueses exibindo uma nova frente e outras alterações estéticas que resultam numa imagem rejuvenescida e mais apelativa. Mas a intervenção de que foi alvo o rival de modelos como o Renault Captur e o Peugeot 2008, entre outros, não fica por aqui.

Exteriormente, a mudança que salta à vista encontra-se na secção dianteira, que foi completamente revista, passando a integrar uma nova grelha com um motivo geométrico nunca antes visto, da mesma maneira que há uma nova protecção inferior, em cinzento prateado e com inserções coloridas. Se estes atributos reforçam a sensação de robustez, o ar mais “durão” do renovado C3 Aircross também se deve em grande parte ao double chevron, que agora se estende em direcção aos projectores LED, enfatizando a largura e, simultaneamente, a altura do capot.

Tudo isto confere ao novo C3 Aircross uma imagem mais musculada, mas é bom recordar que o modelo só se encontra disponível com tracção dianteira. Tal como acontece, aliás, com os seus rivais, em relação aos quais o SUV francês esgrime um importante argumento, pois opcionalmente usufrui de um controlo de tracção com diferentes modos de funcionamento e assistência em descidas (Grip Control com Hill Assist Descent), o que o habilita a enfrentar com mais confiança pisos com pior aderência.

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A oferta de motorizações vai assentar em duas alternativas a gasolina e outras tantas a gasóleo. No primeiro caso, com um bloco de 110 cv associado a uma caixa manual de seis velocidades e outro PureTech de 130 cv acoplado à transmissão automática de seis relações com conversor de binário (EAT6). O diesel menos possante (110 cv) surge também associado à caixa manual, enquanto o BlueHDi de 120 cv monta a EAT6.

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No interior, onde o espaço se manteve inalterado, regista-se o upgrade em matéria de conforto e de equipamento. Os bancos mais confortáveis, que já conhecemos do C5 Aircross e do C4, chegam ao renovado C3, com a marca a garantir que a combinação de materiais de maior densidade e mais 15 mm de espuma resultam em viagens mais longas bastante mais cómodas para o corpo e, como tal, menos cansativas. Nota ainda para um incremento dos espaços para arrumar objectos a bordo, isto embora a capacidade da mala continue a ser uma referência no segmento dos B-SUV. O volume da bagageira pode ir dos 410 aos 520 litros quando o assento traseiro está mais avançado, para depois crescer até aos 1289 litros com o rebatimento do banco.

Novidade é ainda o ecrã central, que passa das anteriores 7 polegadas para 9, oferecendo ainda maior resolução e função Mirror Screen compatível com Android Auto e Apple CarPlay. De resto, os clientes que o pretenderem podem solicitar soluções como o carregamento sem fios para smartphones e o sistema Citroën Connect Assist, itens que se juntam a extensa lista de tecnologias de segurança e de conforto, que vão do mais básico acesso com mãos livres ao mais sofisticado Top Rear Vision, em que as imagens da câmara de ajuda ao estacionamento são projectadas no ecrã táctil, para assegurar que a manobra é executada com pleno conhecimento do que está atrás do C3 Aircross.