O filme “Elo”, da realizadora portuguesa Alexandra Ramires, é candidato a nomeações, em duas categorias, dos Prémios Quirino, que reconhecem o cinema de animação do espaço ibero-americano, foi anunciado. Segundo a organização, entre os 265 que tinham sido submetidos a consideração para a edição deste ano dos Quirino, um júri escolheu 40 obras, das quais serão retirados os nomeados, a anunciar a 17 de março.

Entre as 40 obras agora selecionadas está a produção portuguesa “Elo”, de Alexandra Ramires, candidata a uma nomeação para Melhor Curta-Metragem de Animação e para o prémio de Melhor Desenvolvimento Visual. “Elo” é uma animação a grafite em papel e sem diálogos, com argumento de Alexandra Ramires e da escritora Regina Guimarães.

Este é o primeiro filme em nome próprio de Alexandra Ramires, depois de ter coassinado “Água mole”, com Laura Gonçalves, que soma 19 distinções internacionais. Produzido pela Bando à Parte, em coprodução com França, “Elo” já foi exibido em cerca de 30 festivais e mostras, e soma uma dezena de prémios. Da lista de candidatos às nomeações para os Quirino, destaque ainda para a presença de “Le retour des vagues”, filme de vários autores e coassinado por Francisco Moutinho de Magalhães, feito em contexto escolar na Escola de Imagem Gobelins, em França.

A quarta edição dos Prémios Quirino foi marcada para 29 de maio, em San Cristóbal de La Laguna, Tenerife, em Espanha, sendo antecedida, a partir do dia 27, pelo Fórum Ibero-Americano de Coprodução e Negócios, dedicado a profissionais de cinema de animação.

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Serão atribuídos prémios para longas-metragens, séries, curtas-metragens, curtas escolares, obras por encomenda, animação de videogame, desenho de som e música original, desenvolvimento visual e design de animação. Do júri de seleção dos nomeados fazem parte Jean François Tosti (França), Joana Toste (Portugal), Paula Taborda (Brasil)e Sergio Jiménez. Os Prémios Quirino foram criados em 2018, para reconhecer a produção de quem trabalha no cinema de animação do espaço ibero-americano, dos dois lados do Atlântico.

Mais de 20 países, incluindo Portugal, estiveram na criação destes prémios, batizados em homenagem ao realizador italo-argentino Quirino Cristiani. Em 2020, a animação “Klaus”, do realizador espanhol Sérgio Pablos, foi eleita o melhor filme dos Prémios Quirino, numa edição em que foram ainda distinguidos filmes de Bruno Caetano e João Gonzalez.