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Os responsáveis das grandes tecnológicas dos Estados Unidos acreditam que o ataque informático, que afetou cerca de 100 empresas norte-americanas e nove agências federais, foi ainda maior e mais sofisticado do que até agora se acreditava, havendo a possibilidade de terem estado envolvidos pelo menos mil hackers.

Estas conclusões surgem na sequência de uma audiência, que decorreu na terça-feira, no Senado norte-americano, relativamente ao ataque levado a cabo o ano passado, que envolveu programas de vigilância desenvolvidos pela SolarWinds, uma empresa de software sediada no Texas que é utilizada por milhares de empresas e departamentos governamentais em todo o mundo.

Os piratas informáticos aproveitaram-se ainda dos programas da Microsoft — também afetada por este ataque — e dos servidores de armazenamento em nuvem da Amazon, para conseguirem infiltrar-se nas empresas e agências governamentais. No entanto, a retalhista online recusou-se a enviar representantes para esta audiência.

De acordo com o The Guardian, os restantes representantes das empresas afetadas, incluindo a FireEye Inc e a CrowdStrike Holdings ligadas à cibersegurança, revelaram aos senadores que a verdadeira dimensão do ataque ainda é desconhecida, porque a maioria das vítimas não é legalmente obrigada a divulgar os danos que sofreu e outras informações.

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Já o presidente da Microsoft, Brad Smith, arriscou um número, afirmando que “pelo menos 1000 engenheiros muito qualificados e capazes” estiveram envolvidos no ciberataque, cita a agência Reuters.

Smith já tinha dito anteriormente, durante uma entrevista para o programa “60 Minutes” da CBS, que “de uma perspetiva da engenharia de software”,  este é “provavelmente o maior e mais sofisticado ataque que o mundo alguma vez viu”.

No mês passado, os serviços de inteligência dos EUA alegaram que a Rússia estava “muito provavelmente” por detrás da operação e que o objetivo era recolher dados e informações estatais. A Rússia nega qualquer envolvimento.

O ataque terá começado em março do ano passado mas só foi identificado pela autoridades norte-americanas em dezembro.