Foi condenado a três anos e dois meses de prisão, com pena suspensa desde que pague uma indemnização de 6.800 euros, o militar da GNR que perseguiu a ex-mulher ao ponto de a levar a uma tentativa de suicídio. O homem chegou a fazer uma média de 200 chamadas por dia para o telemóvel da vítima, além de vandalizar o seu carro, invadir a casa e furtar, daí, vários objetos – incluindo prendas que tinham sido oferecidas pelo novo namorado da mulher, a quem o militar da GNR ameaçou partir as pernas.

Um “forte sentimento de posse e ciúme” esteve na base deste crime, segundo o tribunal de Penafiel, que condenou o militar da GNR. O caso passou-se na zona norte do país – o militar casou-se com a mulher em 2012 mas divorciaram-se três anos depois. Porém, a relação haveria de ser reatada alguns meses depois, até agosto de 2018, altura em que os problemas começaram. “Com uma frequência pelo menos semanal, o homem estacionava o carro à frente da casa da mulher para controlar quem “saía e quem entrava”, pode ler-se na sentença.

Quando a mulher entrou numa nova relação amorosa, a pressão aumentou – o militar da GNR vandalizou o carro da mulher, vertendo substâncias corrosivas no depósito de combustível, e pintou uma mensagem a tinta preta num muro da casa dos ex-sogros. No final de 2018, terá invadido a casa da mulher, partindo o vidro da cozinha e roubando roupa, calçado e joias oferecidas pelo novo namorado. “A partir de novembro de 2018, efetuou cerca de 200 chamadas telefónicas por dia, a várias horas do dia e da noite, perturbando o descanso” ao ponto de, no incio de 2019, a mulher ter tentado colocar fim à própria vida.

A condenação por violência doméstica, furto, dano e ameaça obriga o homem a pagar uma indemnização de 6.800 euros dentro do prazo de suspensão da pena, os três anos e dois meses de prisão.

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