Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Nunca um jogador de outra modalidade tinha estado tão presente num jogo de futebol. O Clássico deste sábado, entre FC Porto e Sporting, ficou obviamente marcado pela morte de Alfredo Quintana, apenas um dia antes, que chocou o mundo do desporto no geral e o universo dos dragões em particular.

Dentro do estádio, o Topo Sul do Dragão tinha praticamente todas as cadeiras preenchidas com cartazes onde se lia, em fundo branco, “Quintana”, acompanhado pelo número 1 que entretanto foi retirado pelo FC Porto da equipa de andebol. Nos ecrãs gigantes localizados nos extremos do recinto, surgia a fotografia do luso-cubano. No exterior, junto ao pavilhão Dragão Arena, surgiram flores, outros cartazes, um mural e uma enorme tarja a dizer “Kingtana”.

Os jogadores do FC Porto atuaram com uma braçadeira negra e, logo depois de terem tirado a habitual fotografia de equipa, revelaram uma enorme tarja onde se lia “Eterno Alfredo Quintana”. Mesmo antes do apito inicial, cumpriu-se um arrepiante minuto de silêncio no Dragão: Pepe, tal como Pinto da Costa, colocou os olhos no céu; Sérgio Conceição, junto ao banco, optou por tombar a cabeça para o chão, fechar os olhos e rezar.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR