Titular, suplente, titular, suplente, titular, suplente, titular. Pizzi andou entre o onze inicial e o banco de suplentes nas sete partidas que realizou em fevereiro, entre Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa, tendo voltado esta noite frente ao Rio Ave a começar fora das primeiras opções com Jorge Jesus a apostar em Waldschmidt no apoio direto a Seferovic tendo Rafa e Everton nas alas e Taarabt à frente de Weigl no meio-campo. Entrou e marcou.

Soltaram o Pizzi que há dentro deles (a crónica do Benfica-Rio Ave)

Na quarta partida consecutiva do Campeonato em que saiu do banco, o médio fechou as contas com um míssil que fuzilou Kieszek após assistência de Everton e fechou as contas da vitórias dos encarnados a 12 minutos do final do encontro, voltando a marcar na principal prova do calendário como já não acontecia desde o final de novembro, quando iniciou a reviravolta ainda na primeira parte de um jogo em que foi titular diante do Marítimo. No total da temporada, o internacional português leva 13 golos, tantos como Seferovic (que também marcou ao Rio Ave), sendo os dois melhores marcadores do Benfica. Ainda assim, nem isso dá garantias de uma vaga cativa no onze.

“Tem muito a ver também com a gestão que eu faço, até ao Arsenal estávamos a jogar de três em três dias, tenho de fazer uma gestão a pensar no próximo jogo. Por exemplo, hoje jogou de princípio o Adel [Taarabt] porque já estava a pensar que com o Estoril vai jogar o Pizzi”, começou por explicar Jorge Jesus na conferência de imprensa.

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“Comigo não há jogadores que tenham direitos adquiridos na equipa, não existe isso. Sejam mais novos, mais velhos, nem que estejam há dez ou 15 anos no clube, não há direitos adquiridos porque há os interesses da equipa. Depois tenho de tomar decisões, umas que agradam a uns, outras que agradam a outros, porque gostam todos de jogar e quando se joga no Benfica, no FC Porto ou no Sporting há mais dificuldades em jogar sempre porque a concorrência é maior. É isso que acontece com o Pizzi e com outros. O Julian [Weigl] foi eleito o melhor jogador, antes também esteve sem jogar e agora tem jogado regularmente na equipa”, acrescentou de seguida.

Jorge Jesus comentou também a aposta de Helton Leite na baliza, que se continua a manter em detrimento do habitual titular (até há seis jogos) Vlachodimos. “Isso compete ao treinador, tomo opções pelo jogador A ou B. Mudar um central, um lateral ou um guarda-redes é igual. O Benfica tem três excelentes guarda-redes, achei que era o momento de mexer com alguns jogadores que achava que podiam melhorar. Trabalho todos os dias com todos, principalmente com os guarda-redes. Apanharam os dois Covid-19 ao mesmo tempo, tive a oportunidade de trabalhar mais individualmente com os dois e senti que o Helton estava melhor. Apostei na entrada dele e em todos os jogos que fez esteve bem. Sofreu três golos com o Arsenal mas não teve culpa. Hoje esteve muito bem nas finalizações do Rio Ave. Os outros jogadores podem jogar em vária posições, mas os guarda-redes têm de esperar pelas oportunidades. Se não surgirem, é bom sinal, o Helton está bem”, explicou.