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A Prestibel, empresa de segurança contratada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa, local onde o cidadão ucraniano Ihor Homeniuk morreu, celebrou um novo contrato com a entidade já em 2021, avança o Diário de Notícias. O jornal refere que a Prestibel não terá tido qualquer alteração ou consequência nos quase 200 contratos que tem com o Estado depois das ações e omissões dos seus funcionários.

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A 24 de fevereiro, Paulo Marcelo, funcionário da Prestibel, assumiu que, juntamente com Manuel Correia, atou as mãos de Ihor com fita adesiva — um ato que foi equiparado a tortura no relatório da Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI). Contudo, marcelo não teve ainda nenhuma sanção disciplinar dentro da empresa estando agora a trabalhar ao serviço da empresa num hospital em Lisboa.

De acordo com o mesmo jornal, desde a morte de Ihor a Prestibel manteve e renovou todos os contratos que tinha com o Estado. Em agosto e setembro de 2020, ainda o caso não tinha alcançando a visibilidade que tem tido, o SEF renovou o contrato com esta empresa para o centro de dentenção do Aeroporto de Lisboa. Já depois da saída da diretora Cristina Gatões em dezembro, esta entidade voltou a celebrar outro contrato com a empresa para todos os centros de detenção que tem. Todos foram celebrados por ajuste direto.

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A informação do jornal sobre a relação do SEF com a Prestibel foi obtida através do Portal Base (onde têm de ser publicado os contratos com o Estado) após o DN não ter tido resposta do SEF sobre quantos contratos tem com a empresa de segurança. O SEF referiu, contudo, que vai fazer um “concurso internacional”, que deverá começar “em março” para “prestação de serviços de vigilância nas instalações”. Mesmo assim, e até à conclusão do processo sobre a morte de Ihor, afirma que vai continuar a trabalhar com a Prestibel.