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A Volkswagen sempre teve um fraquinho pelos descapotáveis. Tudo começou com o Carocha aberto, mas foi a primeira geração do Golf Cabriolet que teve mais sucesso, comercializando cerca de 390.000 unidades entre 1979 e 1993, com as gerações posteriores do Golf a manterem a produção de uma versão com capota de lona retráctil até 2016. A seguir vieram duas gerações do Beetle descapotável e uma do Eos para, mais recentemente, surgir o T-Roc Cabrio, o único que se mantém em produção. Mas tudo indica que vai ter em breve a companhia do ID.3 Cabriolet, que a marca alemã está a pensar lançar.

Depois de ter concebido todo o tipo de veículos com capotas retrácteis, sejam elas em lona ou rígidas, a VW não terá grandes dificuldades em construir um descapotável com base no ID.3. Um dos maiores desafios consiste em garantir uma estrutura com a necessária rigidez, depois de lhe retirar o tejadilho. Sucede que um veículo eléctrico, embora seja consideravelmente mais pesado, devido às baterias, é também mais rígido pelo mesmo motivo, uma vez que a estrutura que suporta e protege o conjunto de células e sistema de refrigeração garante, igualmente, uma rigidez muito superior.

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A VW pensa manter as formas gerais do ID.3, inclusivamente o pára-brisas e o pilar A, retirando depois a porta lateral traseira e colocando uma maior à frente, com o intuito de reforçar a sensação de coupé. A capota deverá ser em lona, opção mais leve e que rouba menos espaço na mala quando recolhida, conferindo ainda ao modelo uma estética mais agradável, por permitir jogar com as diferentes cores e textura.

A libertação dos desenhos sobre o possível ID.3 Cabriolet destina-se a testar as águas e a ver até que ponto há clientes interessados em adquirir um descapotável que permita passear de cabelos ao vento no maior dos silêncios. E no caso dos cabriolets da VW nem se coloca a hipotética saudade do rugir dos motores a combustão, mais presente quando se circula com a capota recolhida, uma vez que a maioria recorreu sempre a unidades com quatro cilindros – e não os mais potentes –, cuja sonoridade não é das mais atraentes, sobretudo quando comparadas com os seis, oito ou doze cilindros. Mas, mais que não seja por ser o primeiro eléctrico a oferecer uma capota que recolhe, vão certamente existir clientes desejosos de usufruir da experiência. Quando? Ainda é cedo para dizer.

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