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Rui Patrício foi mais do que um santo mas com tantos pecados não há milagres: City goleia cimeira portuguesa com Wolves

Rui Patrício encheu baliza do Wolverhampton, que deixou jogo empatado até final marcando no primeiro remate, mas City somou 21.ª vitória seguida e pode fechar título no dérbi de domingo (4-1).

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Rui Patrício teve várias intervenções a negar o segundo golo do Manchester City mas não resistiu (tal como a equipa) aos últimos dez minutos

Clive Brunskill

Rui Patrício teve várias intervenções a negar o segundo golo do Manchester City mas não resistiu (tal como a equipa) aos últimos dez minutos

Clive Brunskill

Os jogadores iam rodando, as vitórias sucediam-se. Uma, duas, três, cinco, dez, 15, 20. 20 certas, entre jogos para a Premier League, para a Taça de Inglaterra, para a Taça da Liga ou para a Liga dos Campeões. E sempre com alguma coisa nova para apresentar, das nuances táticas que fazem crescer os jogadores de forma individual às alternativas para chegar ao golo que aumentam as soluções do coletivo. Tantas que até quem nunca tinha marcado conseguiu quebrar essa malapata – e ao 11.º remate feito desde que chegou a Inglaterra, Rúben Dias, cada vez mais um líder na equipa do Manchester City e “a melhor contratação” feita por Pep Guardiola (assumido pelo próprio), marcou o seu primeiro golo pelo conjunto britânico, num encontro com o West Ham onde acabou como MVP.

O Dia(s) chegou: Rúben estreia-se a marcar na Premier (ao 11.º remate) e City consegue 20.ª vitória consecutiva

“O que faz desta equipa forte somos todos nós. Toda a gente acrescenta algo de especial e a equipa subsiste porque todos somos bons e temos a mentalidade certa. Existe uma ambição infinita de continuar a somar vitórias. Nunca vi esta ambição noutra equipa. Toda a gente quer fazer parte, estar no topo e ajudar o clube a vencer. Papel do treinador? A forma como ele nos faz acreditar em todos jogos e as soluções que nos dá para ultrapassar todos os nossos adversários”, comentou o central na antecâmara da receção ao Wolverhampton, numa autêntica cimeira de jogadores portugueses entre as duas equipas com mais jogadores da Seleção Nacional nos seus quadros.

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“Não queremos parar. Sabemos a importância destes oito dias contra o Wolverhampton, o Manchester United e o Southampton. Se conseguirmos fazer o que queremos, daremos um passo incrível [para o título]. Mas quero ver a equipa a continuar ficada. Tenha dito isso muitas vezes: vemos o que fizemos, refletimos e partimos para mais três pontos, não ficamos a olhar para o que fizemos até agora. Conseguir 20 vitórias neste período foi o maior registo que alguma vez alcançámos. Não significa que ganhámos o título mas no inverno, com jogos de três em três dias, a situação da Covid-19, lesões… Ganhar assim mostra força, mentalidade. Não temos tempo para descansar, sabemos que será um jogo difícil como Wolves e teremos de manter esse estilo”, comentara Pep Guardiola. Do outro lado, Nuno Espírito Santo, que se tornou o técnico com mais jogos pelo clube na Premier, desafiava o quase “impossível”, dizendo que tinha por objetivo quebrar a atual série de triunfos consecutivos dos visitados.

O histórico recente alimentava essa esperança. Desde 2017, já com ambos os técnicos nas duas equipas, as contas estavam empatadas com duas vitórias para cada lado mais dois empates. O City ganhou em casa e fora, o Wolves ganhou em casa e fora. E até o último triunfo da equipa de Guardiola, na segunda jornada do atual Campeonato, foi muito “enganador” perante o que se passou após o intervalo. No entanto, futebol é momento. E se a formação de Nuno Espírito Santo ainda procura o seu melhor momento, os citizens são uma máquina de futebol, alcançando de forma natural o 21.º triunfo consecutivo e chegando ao dérbi de domingo com o United tendo já 15 pontos de avanço na classificação com mais um jogo. Em caso de nova vitória, as contas ficam “fechadas”.

Trocando mais uma vez metade da equipa, desta vez com os regressos às opções inicias de Laporte, João Cancelo, Rodri, Bernardo Silva, Sterling e Gabriel Jesus, o Manchester City não demorou a criar a primeira oportunidade do jogo, com Cancelo a lançar bem na esquerda Sterling para o movimento interior mas o remate foi defendido de forma atenta por Rui Patrício para canto (2′). De forma mais assertiva do que contra o West Ham, onde os citizens sentiram alguns problemas na primeira parte, a equipa de Guardiola conseguia dar a ideia de ter entrado com mais jogadores perante o controlo com e sem bola, inaugurando mesmo o marcador num autogolo de Dendoncker após cruzamento de Mahrez (15′). Até à meia hora, o Wolves teve apenas 20% de posse e fez 66 passes contra 265 do adversário mas, mesmo sem baliza, conseguiu equilibrar durante alguns minutos antes de novo final diabólico do City, com um golo anulado a Laporte (43′) e uma grande defesa de Rui Patrício a remate de Bernardo Silva (45′).

[Clique nas imagens para ver os golos do Manchester City-Wolverhampton em vídeo]

O guarda-redes era o melhor português no conjunto visitante, com Rúben Neves e João Mourinho a lutarem com armas desiguais no meio-campo, Pedro Neto mais apagado e com menos bola do que é costume e Nelson Semedo a fazer a função de falso ala direito tendo Hoever nas costas que serviu sobretudo para estancar mais vezes Cancelo na defesa, abdicando daquela nuance tática de seguir para o meio, abrir mais uma linha de passe e deixar a defesa com uma linha de três. No entanto, o Wolverhampton tinha de fazer mais para chegar aos pontos. Sem um único remate contra oito do City (nem cantos), completou apenas 153 passes contra 445 do adversário e fez somente uma falta. Entre as posses mais prolongadas e ao primeiro toque, faltava último terço e faltava baliza.

Demorou. E pelo meio ainda houve mais dois capítulos de São Patrício no Ettihad, com uma defesa fantástica no chão a remate de Kevin de Bruyne (51′) antes de nova intervenção numa tentativa de Mahrez (54′). Apesar de estar muito melhor em campo, o Manchester City não conseguia “fechar” o jogo e seria mesmo o Wolverhampton a fazer o empate na sequência de um livre lateral, com João Moutinho a colocar bem na zona entre guarda-redes e defesa para o desvio destemido de cabeça de Conor Coady (61′). No único remate feito à baliza de Ederson, a eficácia do Wolves, já com Fábio Silva em campo, foi de 100%. E os visitados passavam a ter outro contexto no jogo, voltando a encontrar uma muralha na baliza contrária com Rui Patrício a travar um remate na área de Gabriel Jesus para canto (65′). Foi aí que fez falta a tal posse do Wolves na primeira parte, para estancar a enxurrada ofensiva dos visitados, mas o 2-1 surgiu mesmo pelo avançado brasileiro a dez minutos do final aproveitando uma bola não cortada pelos centrais antes de Mahrez e o mesmo Gabriel Jesus fecharem as contas (89′ e 90+3′).

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