Cerca de 50.000 euros serão distribuídos às equipas vencedoras do prémio hoje anunciado para ajudar a retomar a atividade nos cuidados de saúde adiada por causa da pandemia de Covid-19.

O projeto é uma iniciativa da farmacêutica Boehringer Ingelheim, com o apoio institucional da Ordem dos Médicos, pretende selecionar ideias inovadoras capazes de contribuir para uma otimização das diferentes áreas do sistema de saúde português e as candidaturas podem ser apresentadas até 16 de abril.

“A opção política de concentrar a resposta no combate à pandemia provocou uma quebra assistencial em toda a atividade programada de cuidados de saúde, o que obrigou a adiar milhões de atos clínicos, consultas, cirurgias, exames e tratamentos”, lembram os promotores do prémio, que será entregue na última semana de maio.

O BI Award for Innovation in Healthcare 2021 procura projetos que possam ser integrados em contextos reais de saúde em Portugal e que se foquem nas necessidades dos doentes.

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Assenta num formato inovador de trabalho colaborativo, com as equipas candidatas, compostas por três a seis membros, a serem apoiadas por um grupo de mentores especializados.

Os projetos candidatos devem incluir temas/áreas de acordo com os pilares chave do prémio: o acesso (aos cuidados de saúde), a prestação de cuidados (humanização versus desenvolvimento tecnológico), os sistemas de informação (uso de tecnologia para tratar doenças), a organização e gestão de cuidados de saúde e os resultados em saúde.

Além de um prémio em valor monetário (num total de 47.500 euros, a dividir pelas três equipas vencedoras), a iniciativa pretende “integrar os projetos vencedores num ecossistema adequado à sua aplicação”, o que permitirá uma contribuição direta para a sociedade e a saúde dos portugueses.

A competição associada ao BI Award for Innovation in Healthcare 2021 ocorrerá de 21 a 23 de maio, durante uma iniciativa na qual os participantes se reúnem para resolver problemas sobre um tema específico, num curto espaço de tempo, envolvendo momentos de criação de ideias, construção de protótipo (quando aplicável), validação, desenvolvimento de um ‘roadmap’ futuro e apresentação do projeto a um júri, que será responsável pela avaliação, classificação e identificação dos vencedores.

Citado em comunicado, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) sublinha que a situação em termos de adiamento de atividade assistencial “é crítica” e lembra que “os doentes em espera para consultas, exames e cirurgias adiados são apenas a ponta do icebergue”.

“Precisamos de um verdadeiro plano de recuperação que revolucione procedimentos e invista em soluções inovadoras para um problema que vai muito para além dos que já tínhamos no passado”, afirma Miguel Guimarães, frisando que a OM está desde o primeiro momento preocupada com os doentes não Covid. Diz ainda esperar que este prémio ajude a progredir no caminho da retoma dos cuidados de saúde.

Os projetos vencedores serão conhecidos num evento final que se realizará na última semana do mês de maio, em data a anunciar.