A Taça de Portugal vai realizar-se no Estádio Cidade de Coimbra pelo segundo ano consecutivo. A Federação Portuguesa de Futebol anunciou esta sexta-feira que, à semelhança do que aconteceu em 2019/20, também o jogo decisivo da segunda competição nacional desta temporada não será disputado do habitual Estádio Nacional do Jamor, em Oeiras.

Em comunicado, a FPF indicou ainda que, para além da inédita final da Taça entre Benfica e Sp. Braga no dia 23 de maio, também a final da Taça de Portugal feminina, a 30 de maio, e o último jogo do Campeonato de Portugal, a 12 de junho, serão disputados em Coimbra. A decisão de voltar a realizar a final da Taça de Portugal longe do Jamor terá estado relacionada com os mesmos motivos da época passada: o facto de o espaço da Mata do Jamor ser propício a ajuntamentos, a ausência das condições sanitárias exigidas nas já antiquadas instalações do estádio e o mau estado do relvado, utilizado ao longo da temporada pelo Belenenses SAD.

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Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal da cidade, mostrou-se satisfeito por voltar a receber a prova rainha do futebol português. “O evento é bem-vindo a Coimbra! É mais um estímulo para não desistirmos e continuarmos a acreditar em melhores dias. Acolher um jogo tão marcante como a final da Taça de Portugal, tal como aconteceu em agosto passado, enche-nos de responsabilidade e satisfação, especialmente nesta fase em que devemos recriar esperança e evidenciar às pessoas que continua a haver energia para promover acontecimentos mesmo nestes tempos difíceis que vivemos”, disse o autarca. De recordar que a final da Taça de Portugal da época passada só aconteceu no início de agosto, devido ao atraso das competições provocado pela pandemia. Na altura, o FC Porto conquistou o troféu ao derrotar o Benfica.

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“É uma mensagem de motivação e esperança para todos os nossos concidadãos que assim podem acompanhar um evento que congrega as pessoas para três competições nacionais. Gostaria de que o espetáculo fosse aberto ao público e ver um estádio cheio de público, de energia e de alegria. Mas não temos poderes para determinar isso, sendo preponderantes as recomendações da Direção Geral da Saúde que devemos sempre respeitar”, acrescentou Manuel Machado.

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