Cerca de 28.500 pessoas morreram na Rússia em janeiro devido a infeções provocadas pelo novo coronavírus, um número elevado, mas em baixa de um terço em relação ao mês anterior, indicou esta sexta-feira a agência de estatísticas russa (Rosstat).

Em paralelo, o presidente da câmara de Moscovo decidiu uma nova redução das medidas restritivas na capital russa, incluindo o fim do confinamento obrigatório para os maiores de 65 anos, ao considerar “que a situação relacionada com a pandemia melhorou um pouco”.

De acordo com o Instituto Rosstat, 21.511 pessoas perderam diretamente a vida devido ao coronavírus. Para outras 7.169 que testaram positivo, o vírus não foi a principal causa de morte. Estes 28.680 óbitos são comparados com os 44.435 recenseados em dezembro, numa aplicação dos mesmos critérios pela Rosstat. Desde o início da pandemia registam-se 190.000 mortos relacionados com a Covid-19, com a agência de estatísticas russa a indicar 162.000 óbitos em 2020.

Estas estatísticas revelam um número superior ao emitido nos balanços diários divulgados pelas autoridades, que apenas têm em conta os mortos resultantes da doença Covid-19 estabelecidos por uma autópsia, e que, esta sexta-feira, atingiram um total de 88.285. Num sinal da atual fase de recuperação, e numa mensagem virtual intitulada “Um novo passo em direção a uma vida normal”, o presidente da câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, anunciou o fim de novas restrições após uma importante queda das infeções e dos internamentos.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.570.291 mortos no mundo, resultantes de mais de 115,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 16.486 pessoas dos 808.405 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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