“Nós estamos sempre a contar com uma cerimónia dentro de algum figurino, mas haverá sempre espaço para acolher o improviso por parte da mais alta figura da nação”, diz o diretor de comunicação da Assembleia da República. Há cinco anos, Marcelo Rebelo de Sousa — na figura de presidente eleito –, chegou ao Palácio de São Bento a pé para tomar posse como Presidente da República. Agora, sem despir o fato de Presidente e com uma pandemia que limita movimentos e ações espontâneas, é de esperar uma cerimónia de tomada de posse mais curta e mais colada ao guião.

A Chefe de Divisão de Protocolo do Parlamento confessa ao Observador que foi “apanhada de surpresa” com a chegada de Marcelo Rebelo de Sousa para a tomada de posse do primeiro mandato mas também esclarece que aquilo que se designa por “furar o protocolo” acontece recorrentemente, com vários presidentes e de vários países. Manuela Azóia recorda um episódio com um presidente de um Parlamento de um país europeu que decidiu à chegada ter um encontro com manifestantes na Praça de São Bento, provocando calafrios em quem procura seguir o cerimonial — o plano traçado para as cerimónias protocolares –, acordados entre os vários envolvidos.

[Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador]

Marcelo toma posse em cerimónia mais pequena e mais rápida

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