O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse esta quinta-feira que o ex-candidato às eleições presidenciais Domingos Simões Pereira é livre de regressar ao país onde, afirmou, existem regras e autoridade do Estado.

A residir em Portugal há mais de um ano, Domingos Simões Pereira anunciou que vai regressar a Bissau na sexta-feira para retomar a liderança do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) e o seu lugar de deputado ao parlamento. Questionado sobre como vê a pretensão de Simões Pereira, Umaro Sissoco Embaló disse ser um ato normal.

É a terra dele. Acha que eu tenho direito de impedir que ele regresse à terra dele?”, questionou Embaló, que falava aos jornalistas na inauguração da sede da polícia em Bissau.

Umaro Sissoco Embalo enfatizou que ninguém obrigou Domingos Simões Pereira a ir para estrangeiro e que qualquer cidadão guineense é livre de sair e entrar no país. “Agora há regras na Guiné-Bissau de hoje. A autoridade de Estado existe”, frisou o Presidente guineense, para destacar que não se pode fazer comparação com os países vizinhos.

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A Guiné-Bissau não é o Senegal, como o Senegal não é a Guiné-Conacri, onde sabemos como os perturbadores são reprimidos. O Senegal tem democracia desde 1960, aqui há regras, é só isso que quero dizer-vos”, defendeu o chefe de Estado.

O Presidente disse que a situação de Domingos Simões Pereira é igual à do ex-primeiro-ministro Aristides Gomes que se “auto-refugiou” na sede das Nações Unidas, durante cerca de um ano, até sair de lá para o estrangeiro. “Enquanto Presidente da República o meu papel é garantir a segurança para todos os cidadãos”, notou Umaro Sissoco Embaló.