A Associação de Turismo dos Açores vai firmar com o Governo Regional um contrato-programa de três milhões de euros e apostar em novas ferramentas de análise de dados e na captação de novas companhias aéreas, foi esta quarta-feira anunciado.

Neste momento temos um novo Governo, temos estado em conversações com o novo Governo, está já estipulado, em princípio, o valor do nosso contrato-programa para este ano, de cerca de 3 milhões”, adiantou à Lusa o presidente da Associação de Turismo dos Açores (ATA), Carlos Morais.

Assim, a entidade responsável pela promoção do destino Açores receberá do Governo Regional aproximadamente mais um milhão de euros do que no ano anterior. O acréscimo responde aos “associados [que] achavam que este ano era preciso reforçar a verba da promoção, porque, quando os mercados abrirem”, vai haver “muitos destinos concorrenciais aos Açores também a comunicar em massa“.

As nossas campanhas vão sempre ser baseadas no destino seguro e sustentável e o destino, como nós sabemos, é um destino não massificado, o que vai ter muito peso na escolha do cliente final”, explicou o presidente da ATA, que falava à Lusa depois da assembleia geral que aconteceu esta tarde, em Ponta Delgada.

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O responsável destacou ainda que a ATA adquiriu, nos últimos meses, “ferramentas extremamente importantes para a estratégia futura de promoção do turismo dos Açores” e para “análise de dados dos meios digitais”.

Carlos Morais considera que é importante continuar a trabalhar junto das companhias aéreas e lembrou que, “ainda há pouco tempo”, em fevereiro, foi anunciada uma nova rota da Lufthansa, que irá operar, durante o verão, entre Frankfurt e Ponta Delgada, e que “a Swiss [International Air Lines] também já colocou à venda o seu voo da Suíça para Ponta Delgada este verão”.

Neste momento, a ATA lançou “vários concursos, de cerca de dois milhões de euros em vários mercados”, como no mercado nacional, no alemão, espanhol, francês, italiano e inglês. Em tempo de pandemia de Covid-19, o dirigente admitiu que a região não vai ter “números como os de 2019 tão cedo“, mas a promotora vai continuar “a apostar na comunicação”.

Como é evidente, a pandemia também irá ditar muitas das regras, nomeadamente, [quanto] à questão da vacina. Vamos a ver a que ponto é que a velocidade da vacinação em alguns dos nossos mercados-alvo, nomeadamente os Estados Unidos e Canadá, irá ser desenvolvida”, afirmou.

Na reunião em que participarem 46 dos 143 associados, foi também aprovado o relatório e contas de 2020, com uma abstenção. A ATA encerra o ano com um prejuízo de cerca de oito mil euros, comparado com o lucro de quase 130 mil euros em 2019.

Para 2020 estava orçamentado um investimento superior a seis milhões de euros, mas foram executados cerca de 2,8 milhões. O desvio de 3,2 milhões de euros em relação ao previsto deve-se ao facto de, devido às restrições da Covid-19, não ter sido possível executar em 2020 parte das verbas alocadas no âmbito do Programa Operacional de fundos comunitários PO Açores 2020.

No relatório é referido que “foi solicitada a reprogramação da verba remanescente para executar em 2021”, mas, “até à data, ainda não se encontra aprovada”.