A GNR de Vila Real identificou dois homens pelo crime de incêndio florestal na quarta-feira, dia em que foram contabilizados 23 fogos no distrito transmontano, segundo disseram hoje fontes da Guarda e da Proteção Civil.

Elementos do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Vila Real identificaram dois homens, de 53 e 63 anos, por incêndio florestal, em duas situações distintas, nos concelhos de Mondim de Basto e de Vila Pouca de Aguiar. Segundo um comunicado do Comando Territorial de Vila Real, o fogo em Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto, terá tido origem “numa queima de sobrantes florestais que se descontrolou, tendo consumido cerca de um hectare de mato”.

Na freguesia de Tresminas, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, os elementos do NPA identificaram um indivíduo de 63 anos, suspeito da autoria do incêndio florestal que consumiu cerca de um hectare e meio de mato. Os factos foram remetidos para os tribunais de Mondim de Basto e de Vila Pouca de Aguiar.

No espaço de uma semana, a GNR de Vila Real identificou quatro pessoas pelo crime de incêndio florestal, três deles que terão resultado de queimas que se descontrolaram. O comandante distrital de operações de socorro de Vila Real, Álvaro Ribeiro, disse à Lusa que, na quarta-feira, foram contabilizados 23 incêndios no distrito transmontano, 21 em mato e dois em povoamento florestal. Ao final da tarde, um fogo que deflagrou em Telões, Vila Pouca de Aguiar, chegou a mobilizar cerca de 80 operacionais.

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Desde o início do ano foram registadas 99 ocorrências no distrito e 511 hectares de área ardida. Os concelhos com maior número de incêndios são Montalegre (36), Vila Pouca de Aguiar (16) e Vila Real (9). Comparativamente com a média dos últimos 10 anos, verifica-se, neste mesmo período, uma redução de 47% no número de incêndios e uma redução de 25% na área ardida.

No comunicado, a Guarda relembrou que as queimas de sobrantes “são uma das principais causas de incêndios em Portugal” e que, em “qualquer altura do ano, é proibido queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração florestal ou agrícola sem pedir autorização ou fazer comunicação prévia”. Segundo a Proteção Civil, para hoje estão autorizadas 859 queimas no distrito de Vila Real.

Para evitar acidentes, a GNR aconselha a que sejam seguidas as regras de segurança e que quem proceda à realização de uma queima esteja sempre acompanhado e leve consigo o telemóvel. Álvaro Ribeiro apelou ao cumprimento rigoroso dos procedimentos, aconselhando também uma especial atenção para a meteorologia, nomeadamente para o “fator mais complicado” que é o vento.