O primeiro-ministro esteve este sábado na Lousã a entregar, na Lousã, 15 máquinas para “a prevenção estrutural contra incêndios rurais e gestão de combustível”. Um investimento de cerca de 12 milhões de euros que António Costa diz que, neste momento, é mais urgente do que “falar de helicópteros com baldes de água para apagar fogos”.

No Conselho de Ministros que teve a presença do Presidente da República no início deste mês, o Governo anunciou como grande investimento para os próximos anos, a compra de meios aéreos, que serão financiados pelos fundos europeus que o país espera. Mas agora o primeiro-ministro vem alertar que é o trabalho feito “na época fria” com as “máquinas de arrasto” que consegue prevenir os incêndios de verão. Por isso, o Governo criou uma bolsa de 63 máquinas para esse trabalho ser feito.

Governo usa bazuca para comprar meios aéreos de combate aos fogos para lá do seu mandato

Costa garante que nos “últimos três anos o ICNF ganhou maior capacidade de intervenção, em recursos humanos e na entrega ao país de um produto de maior qualidade”, mas também adianta que “este é um trabalho a longo termo, temos aqui para uma década”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

E isto porque “vão ser cada vez mais exigente” as condições climatéricas e o consequente risco de incêndio florestal.  “Mesmo cumprindo o acordo de Paris, o risco de incêndio em Portugal com o aumento da temperatura em um grau aumenta seis vezes”.

Na intervenção que fez, nas Oficinas do Centro de Operações e Técnicas Florestais da Lousã, o primeiro-ministro diz que até 2030 o investimento previsto para esta área de combate aos fogos e reorganiação da floresta no país é na ordem dos 7 mil milhões de euros. E que a ideia ºe “criar condições para inverter o ciclo do século XX, de despovoamento do interior”, já que, na avaliação de Costa, “foi o abandono das terras que deixou a floresta abandonada”. Este investimento de 7 mil milhões de euros prevê criar 60 mil novos postos de trabalho no interior.