A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou este domingo a autoria do ataque de segunda-feira contra um posto militar na região de Asongo, no Mali, em que morreram 33 soldados e outros 14 ficaram feridos, avança a EFE.

De acordo com a agência de notícias espanhola, o grupo terrorista anunciou através da agência Amaq, um órgão de propaganda da organização, que foi responsável pelo ataque a um posto de segurança de Tessit, a cerca de 60 quilómetros a sudeste de Asongo, acrescentando que o ataque foi feito “com diferentes tipos de armas”.

O grupo ‘jihadista’ informou que todos os seus combatentes escaparam, adiantando ainda que tomou posse de três veículos militares e incendiou outro.

Na quarta-feira, o Estado-Maior General do Exército maliano tinha dito, numa nota citada pela EFE, que pelo menos 20 terroristas morreram no ataque.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O documento acrescentava que os feridos foram retirados do local para receberem os cuidados necessários, recordando a necessidade de um reforço na luta contra o terrorismo.

A instabilidade que afeta o Mali começou com o golpe de Estado em 2012, quando vários grupos rebeldes e organizações fundamentalistas tomarem o poder do norte do país durante 10 meses.

O Estado maliano perdeu o controlo sobre extensas zonas do país, nomeadamente no norte e no centro, onde são comuns os atentados ‘jihadistas’.

Portugal tem atualmente dois militares na missão da ONU no Mali (Minusma), e outros 17 militares no âmbito de uma missão da União Europeia (EUTM).