A Câmara de Castelo Branco investiu 17 milhões de euros nos últimos sete anos na renovação de redes de água e saneamento e em novas tecnologias para o setor, anunciou esta segunda-feira o município.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o município de Castelo Branco refere que, no período entre 2013 e 2020, “reduziu as perdas de água na rede pública em 57%, facto que coloca o concelho com uma das taxas de desperdício mais baixas do país”. “Os números revelam que, no ano passado [2020], as perdas foram de 13%, quando a média nacional é de cerca de 30%. O concelho de Castelo Branco está entre os melhores nas medidas de combate às perdas de água”, sustenta a autarquia. Também o valor atingido pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Castelo Branco (SMASCB) em 2020 “representa uma redução de 23% face a 2019”.

Citado no documento, o presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Alves, refere que “estes números representam grandes ganhos económicos para a entidade, consumidores e para o ambiente“.

Nos últimos anos, foram implementados pelos SMASCB contadores inteligentes, que garantem a leitura automática e digital, e sistemas de telemetria nas estações elevatórias. Segundo a autarquia, este aumento de eficiência deve-se ainda à renovação de redes de água, implementação de zonas de medição e controlo na rede, que dão em tempo real o volume do caudal desperdiçado e permitem detetar eventuais fugas de água ou consumos ilícitos.

Os dados divulgados pelo município de Castelo Branco ocorrem no Dia Mundial da Água, como forma de celebrar esta data criada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Este dia foi proclamado através da resolução 47/193 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 22 de dezembro de 1992. O propósito desta celebração é sensibilizar os líderes políticos e a sociedade civil para a conservação deste bem. O tema de 2021 é “Valorizar a água”. Pretende-se alertar para as consequências negativas do crescimento populacional, do aumento do seu uso na agricultura e na indústria e das alterações climáticas na preservação da água.

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