O presidente da Autoridade do Canal do Suez, Osama Rabie, admitiu este sábado não estar em condições de se comprometer com uma data para a solução do problema e não descartou que na origem do bloqueio daquela passagem possa estar um erro humano ou técnico.

“Não posso dizer quando vamos terminar. Se Deus quiser esta noite ou na melhor das hipóteses amanhã”, afirmou o responsável pelo Canal do Suez. A operação que está montada desde sexta-feira com 14 rebocadores parece acalentar a esperança de uma solução rápida, mas, segundo o responsável, ainda é prematuro avançar com uma data em concreto.

Além do trabalho dos muitos rebocadores é necessário que a natureza ajuda e a maré seja favorável ao decorrer dos trabalhos. Depois de retirar a areia que está a prender o Ever Given à margem e escavar para tentar aumentar a profundidade do canal naquela zona, entraram em cena os rebocadores para tentar arrastar o porta-contentores que tem quase o mesmo tamanho do Empire State Building.

As imagens que ajudam a perceber o impacto do bloqueio no Canal do Suez

Erros técnicos ou humanos não estão descartados da equação

A empresa dona do navio apontou as culpas à tempestade de areia que se fez sentir no dia 23 de março, mas o responsável pelo Canal do Suez não descarta da equação outras hipóteses.

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“As fortes rajadas de vento e os fatores meteorológicos não são as principais razões do encalhe do navio. Podem ter acontecido erros técnicos ou humanos”, afirmou Osama Rabie aos jornalistas frisando que tudo ficará “claro na investigação”.

Sobre a hipótese de serem aplicadas multas ou indemnizações pelos dias em que a navegação no canal se encontra suspensa, Osama Rabie não quis adiantar qualquer informação segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Além da perda para o Egipto de 12 a 14 milhões de dólares por cada dia que o canal está fechado, segundo estima Osama Rabie, não foi ainda registada qualquer morte ou sinal de poluição agravada devido ao incidente com o navio.