Para o melhor e no pior, Antoine Griezmann ganhou protagonismo nas últimas duas semanas por diversos fatores. Em campo, e no mais positivo, voltou a marcar em encontros consecutivos do Barcelona, algo que já não acontecia desde o final de janeiro e que contribuiu para duas goleadas frente a Huesca (4-1) e Real Sociedad (6-1). Fora dele, mais críticas a uma contratação de 120 milhões de euros em 2019 que nunca correspondeu às expetativas.

Adeus, um clima de tensão e o cheque: Griezmann reforça Barcelona por 120 milhões, Atleti pede mais 80 milhões

“Sempre que o Griezmann está em campo, o Barcelona joga com dez jogadores. Se quiserem fazer algo a longo prazo, terão de vender Griezmann. Trincão e Braithwaite precisam estar na equipa. O que o Griezmann está a fazer lá?”, questionou em entrevista o antigo avançado búlgaro Hristo Stoichkov, na mesma semana em que Eric Abidal, ex-internacional francês e diretor desportivo dos catalães, deixou uma revelação sobre a contratação do jogador ao Atl. Madrid. “Dez dias antes de fechar o mercado, fui a Paris para falar com o Leonardo. Falámos sobre o Neymar. Não veio porque contratámos o Griezmann antes. Estou 100% convencido de que podíamos ter trazido o Neymar. Precisávamos de um verdadeiro extremo mas o presidente decidiu contratar Griezmann”, contou ao The Telegraph, numa opção que não demorou a ser criticada como tantas outras tomadas por Josep Maria Bartomeu.

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As melhorias nos últimos encontros não alteraram a imagem do avançado francês em Camp Nou, estando por isso no topo da lista das potenciais vendas no próximo verão para concretizar aquela que se tornou a prioridade número 1 de Joan Laporta, Erling Haaland – isto depois de uma abordagem a Kun Agüero, na tentativa de encontrar mais uma razão para Lionel Messi renovar contrato e ficar na Catalunha. Aos 30 anos, o futuro de Griezmann a nível de clubes é ainda uma incógnita, ao contrário do que se passa na seleção francesa onde vai somando recordes.

Após ter marcado o único (grande) golo no empate dos gauleses frente à Ucrânia no primeiro encontro da fase de qualificação para o Mundial de 2022, o avançado igualou o número de golos de David Trezeguet nos bleus, ficando assim com 34 apenas atrás de Michel Platini (41 golos em 72 jogos), Olivier Giroud (44 golos em 105 jogos) e Thierry Henry (51 golos em 123 jogos). Este domingo, na Astana Arena frente ao Cazaquistão, Antoine Griezmann, que fez parte da equipa vice-campeã europeia em 2016 e dos campeões mundiais em 2018, bateu o registo de encontros consecutivos pela seleção (45), superando a série conseguida pelo antigo médio Patrick Vieira entre outubro de 1999 e outubro de 2002 em que fez 44 partidas seguidas com o título europeu pelo meio. A atual série do número 7 teve início no apuramento para o Mundial de 2018, em agosto de 2017, frente aos Países Baixos.

Antes, Griezmann tinha deixado algumas críticas à forma como a França abordou o jogo com a Ucrânia, algo que gostava de ver alterado com o Cazaquistão, pedindo mais jogadores com características ofensivas que consigam partir para as situações 1×1 pelos corredores laterais. “Devíamos ter garantido a vitória na primeira parte, tivemos oportunidades para isso. Na segunda parte foi mais difícil, sofremos um golo que podíamos ter evitado, forçámos mas não conseguimos a vitória. Faltou-nos energia na segunda parte e sei que podemos fazer melhor”, destacou após o empate diante dos ucranianos o selecionador francês, Didier Deschamps.

À exceção do avançado e do guarda-redes Lloris, o técnico apresentou no Cazaquistão uma equipa totalmente nova, mostrando bem a qualidade e quantidade que a formação que irá ser adversária de Portugal na fase de grupos do próximo Europeu apresenta. Assim, e em vez de Pavard, Varane, Kimpembé, Lucas Hernández, Kanté, Rabiot, Coman, Mbappé e Giroud, Deschamps apostou em Dubois, Zouma, Lenglet, Digne, Pogba, Ndombelé, Dembelé, Lemar e Martial. Resultou, também perante a parca oposição dos visitados que permitiu resolver o encontro até ao intervalo com golos de Dembelé (19′) e Malyi na própria baliza (44′) antes de várias alterações tendo em vista o próximo jogo com a Bósnia em Sarajevo e uma grande penalidade falhada por Mbappé (75′).